2 de fevereiro de 2026 Doar
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EUA têm 75% menos casamentos católicos do que há 50 anos

Casamento. Imagem referencial. | Ivan Galashchuk/Shutterstock

Dados obtidos pela EWTN do Diretório Católico Oficial dos EUA mostram uma queda no número de casamentos católicos de cerca de 267 mil no ano 2000 para 111.718 em 2024, um declínio de cerca de 60%.

A queda é ainda mais acentuada se comparada aos números de metade do século XX: em 1970, houve cerca de 426 mil casamentos católicos nos EUA, em comparação com cerca de 108 mil no ano passado, uma queda de cerca de 75%, embora os números do ano passado ainda sejam provisórios.

Esses declínios ocorreram mesmo com o aumento do número total de fiéis nos EUA, de cerca de 47,8 milhões em 1970 para 68 milhões no ano passado.

'Fatores sociais mais amplos' contribuem para a queda

Christian Meert, fundador e presidente da Agape Catholic Ministries, com sede no Estado do Colorado, EUA, disse à EWTN News que a sociedade "não está caminhando na direção do casamento”.

A Agape oferece preparação para o casamento católico, e outros serviços, como instrução em planejamento familiar natural. A preparação para o casamento, disse Meert, deve oferecer “habilidades relacionais reais, comunicação, finanças e integração da fé” para casais prestes a se casar.

Mas vários fatores — como “maturidade tardia, altas taxas de divórcio, pressões econômicas, mudança de prioridades, individualismo crescente, a evolução da cultura do namoro e coabitação” — contribuíram para a queda das taxas de casamento, disse ele.

Segundo Meert, o declínio do casamento católico ocorreu em paralelo a um declínio acentuado do casamento em toda a sociedade, embora a queda entre os católicos seja "desproporcionalmente maior".

“Sim, a sociedade em geral não está ajudando, os políticos não estão ajudando, a secularização e as mudanças culturais corroeram o apoio social a todas as instituições religiosas”, disse Meert.

Mas a Igreja pode tomar “medidas proativas” para ajudar a reverter o declínio, disse ele, como o fomento de “espaços comunitários onde jovens adultos possam se encontrar e formar relacionamentos saudáveis”, focando na “formação individual para o casamento” em vez de programas amplos e “baratos”, e envolvendo famílias da paróquia para “acompanhar noivos na preparação para o casamento e depois dele”.

Líderes da Igreja fazem apelos regulares por uma cultura do casamento mais saudável e frutífera. O papa Leão XIV, em novembro do ano passado, exortou a Rota Romana a evitar a “falsa misericórdia” ao considerar pedidos de anulação de casamento, alertando novamente em 26 de janeiro deste ano contra “decisões pastorais sobre anulações que carecem de uma base objetiva sólida”.

Em 2024, a Conferência de Bispos Católicos dos EUA anunciou a iniciativa O Amor Significa Mais, destinada a “trazer clareza e compaixão” para questões relacionadas a amor, casamento e sexualidade.

Outros esforços vieram de fiéis leigos. No ano passado, Emily Wilson-Hussem e seu marido, Daniël, lançaram um aplicativo de namoro católico, o SacredSpark, que Wilson-Hussem disse ser um lugar “onde podemos conectar pessoas que edificarão a Igreja porque entraram num matrimônio sacramental e edificarão a família”.

O ministério Life-Giving Wounds — fundado em 2020 pelo casal Daniel e Bethany Meola — oferece apoio a filhos adultos de pais divorciados, ajudando-os a superar a dor e o trauma do divórcio dos pais para fortalecer seus próprios casamentos.

Numa homilia em junho do ano passado, o papa Leão XIV descreveu o casamento como "não um ideal, mas a medida do verdadeiro amor entre um homem e uma mulher", um amor "total, fiel e fecundo".

“Na família, a fé é transmitida junto com a vida, geração a geração”, disse o papa. “Ela é compartilhada como a comida à mesa da família e como o amor em nossos corações”.

O declínio do casamento chegou até mesmo a fazer parte do discurso secular, com especialistas dizendo que a queda acentuada na fertilidade na maior parte do mundo desenvolvido pode ser parcialmente atribuída ao declínio nas taxas de casamento e que formuladores de políticas que desejam incentivar mais nascimentos também deveriam incentivar mais casamentos.

Meert disse que as famílias católicas devem oferecer exemplos positivos para os jovens seguirem na fé e no casamento.

Ele contestou o argumento de que “toda a culpa [pode ser atribuída] ao clero” por não ter transmitido as doutrinas católicas aos fiéis nas últimas décadas.

“Que exemplo os pais e avós estão dando aos seus filhos? Como praticam a sua fé? Como transmitem a sua fé?”, perguntou. “Quando vemos o aumento dos divórcios, famílias que não praticam a sua fé, que não vão à igreja, que não são ativas nas suas paróquias — o que podemos esperar?”

“Nós, a Igreja, toda a comunidade de fiéis, não somos todos responsáveis?”, disse ele.

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