Jan 28, 2026 / 15:37 pm
A organização pró-vida Live Action enviou um memorando urgente ao secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS, na sigla em inglês), Robert F. Kennedy Jr., instando-o a retirar do mercado a droga abortiva química mifepristona, devido a um relatório investigativo que revelou ampla violação de normas de segurança.
A organização pró-vida apresentou um vídeo investigativo numa entrevista coletiva no Capitólio dos EUA, em Washington D.C., na manhã de 22 de janeiro, sobre as violações rotineiras das normas de segurança por parte da Planned Parenthood, maior organização abortista do mundo, na distribuição da droga abortiva química.
O vídeo investigativo e a carta que o acompanha mostram a falha da Planned Parenthood em confirmar consistentemente a idade gestacional de bebês antes de distribuir pílulas abortivas químicas, e sua falha em rastrear gravidez ectópica, colocando grávidas em risco de hemorragia grave e até morte.
“Estamos aqui para pedir ao governo e à FDA [Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA, órgão similar à Anvisa, do Brasil] que retirem essas drogas letais do mercado”, disse Lila Rose, presidente da Live Action, em entrevista coletiva. “Elas não deveriam estar no nosso mercado; não deveriam estar inundando os lares de famílias americanas, destruindo a vida de crianças americanas e prejudicando e, às vezes, matando mulheres americanas”.
Rose disse que drogas para aborto químico “foram aprovadas ilegalmente de modo acelerado no governo [do presidente democrata Bill] Clinton (1993-2001)”.
“Regulamentações foram desmanteladas ao longo dos anos e agora estamos lidando com mortes em massa sob demanda, enviadas pelo correio, e isso precisa acabar”, disse ela.
“A mifepristona, usada como agente abortivo, não deveria mais ser permitida nos EUA se a nossa FDA quiser cumprir seu papel de proteger o povo americano e as crianças americanas”, disse Rose.
A carta da Live Action, enviada a Kennedy e ao comissário da FDA, Marty Makary, imediatamente depois da reunião no Capitólio, diz que cerca de 7,5 milhões de bebês morreram em decorrência da droga abortiva química desde sua aprovação em 2000.
A investigação do grupo revelou vários casos em que funcionários da Planned Parenthood deixaram de verificar a idade gestacional ou de realizar ultrassonografias antes da distribuição da droga abortiva. A gigante do aborto também distribuiu os comprimidos sem triagem ou acompanhamento, e em várias ocasiões, funcionários foram flagrados "minimizando riscos potenciais e tratando medidas de segurança essenciais como opcionais ou secundárias no fornecimento de pílulas abortivas".
A carta da Live Action revela que funcionários da Planned Parenthood repetidamente deixaram de verificar o fator Rh e foram flagrados enviando pílulas abortivas para endereços fraudulentos a fim de burlar a notificação aos pais. Os funcionários também não exigiram o histórico médico antes de distribuir as drogas nem deram informações transparentes sobre os sintomas, minimizando a quantidade de sangramento que poderia ocorrer ao tomar a droga, e sintomas que imitam o trabalho de parto.
"A Planned Parenthood chega a dizer que tomar a pílula abortiva é mais seguro para a mãe do que levar a gravidez a termo”, diz a carta.
Em sua carta, a Live Action citou uma pesquisa do Centro de Ética e Políticas Públicas (EPPC), que constatou que “10,93% das mulheres apresentaram sepse, infecção, hemorragia ou outro evento adverso grave nos 45 dias seguintes ao uso da mifepristona — uma taxa de eventos adversos pelo menos 22 vezes maior do que a taxa de menos de 0,5% relatada nos ensaios clínicos aprovados pelo FDA”.
Ryan Anderson, presidente da EPPC, discursou na entrevista coletiva, instando o governo Trump a revisar o relatório de sua organização, dizendo que "os dados da FDA têm décadas" e são baseados em estudos clínicos com "pais ideais em condições ideais".
“Nossos dados são do mundo real”, disse Anderson.
Vários membros do Congresso dos EUA participaram da reunião informativa, como os deputados Michael Cloud (Partido Republicano - Texas), Mark Harris (Partido Republicano - Carolina do Norte), Troy Downing (Partido Republicano - Montana), Dan Crenshaw (Partido Republicano - Texas) e Andy Biggs (Partido Republicano - Arizona).
Entre os palestrantes estavam George Delgado, criador do protocolo de reversão da pílula abortiva, e Mayra Rodríguez, ex-diretora de clínica da Planned Parenthood.
“A conferência de imprensa de hoje e a divulgação desse vídeo investigativo deixam claro que essa questão exige uma análise e ação imediatas e completas”, diz a carta. “A Live Action solicita que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos e a Administração de Alimentos e Medicamentos reavaliem a aprovação e o atual status regulatório da mifepristona, fortaleçam a transparência e a coleta de dados e retirem essa droga perigosa do mercado”.
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