26 de janeiro de 2026 Doar
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Governo dos EUA proíbe financiamento de pesquisas que usem tecido fetal

Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS, na sigla em inglês). Imagem referencial. | JHVEPhoto/Shutterstock

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA anunciou na última quinta-feira (22) que deixará de financiar pesquisas que usam tecido fetal de bebês mortos em abortos eletivos.

Jay Bhattacharya, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH), disse num comunicado de 22 de janeiro que a agência "reexaminou sua abordagem relacionada ao uso de tecido fetal humano em pesquisas financiadas pelo governo federal".

“Essa decisão visa o avanço da ciência através do investimento em tecnologias inovadoras mais capazes de modelar a saúde e as doenças humanas”, disse Bhattacharya. “Sob a liderança do presidente Trump, a pesquisa financiada pelos pagadores de impostos deve refletir o melhor da ciência atual e os valores do povo americano”.

O secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês), Robert F. Kennedy Jr., deu razões éticas e científicas para a mudança.

“O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) está encerrando o uso de tecido fetal humano proveniente de abortos eletivos em pesquisas financiadas pela agência e substituindo-o por ciência de referência”, disse Kennedy num comunicado divulgado na última sexta-feira (23). “A ciência apoia essa mudança, a ética a exige e aplicaremos esse padrão de modo consistente em todo o departamento”.

Segundo Bhattacharya, a agência também buscará "possivelmente substituir a dependência de células-tronco embrionárias humanas".

As linhagens de células-tronco embrionárias são linhagens celulares cultivadas em laboratório, usadas em pesquisas, que provêm de tecido fetal humano abortado.

O padre Tadeusz Pacholczyk, neurocientista e especialista sênior em ética do Centro Nacional de Bioética Católica, considerou a medida "um desenvolvimento muito bem-vindo".

“A pesquisa biomédica não deve ser baseada em fetos ou embriões humanos abortados diretamente, e a coleta de seus tecidos corporais para pesquisa implica necessariamente na falha em obter um consentimento informado válido, um princípio ético fundamental que orienta toda a pesquisa biológica moderna”, disse Pacholczyk à EWTN.

Pacholczyk saudou as medidas tomadas pelo NIH para conter os abusos do passado envolvendo tecido fetal abortado e financiamento do NIH.

“Várias administrações americanas anteriores falharam em questões éticas ao permitir que tecidos fetais humanos provenientes de abortos eletivos fossem usados ​​em pesquisas científicas financiadas pelos NIH”, disse ele. “Na prática, criaram uma situação em que a pesquisa com tecido fetal enfrentava pouquíssimas barreiras ou limitações práticas”.

O controle do financiamento é “um mecanismo crucial para evitar práticas de pesquisa antiéticas”, disse Pacholczyk.

“A concessão de financiamento, especialmente financiamento federal, é um dos maiores modos de aprovação e reconhecimento que um pesquisador pode obter em sua área de atuação”, disse ele. “A liberação de verbas precisa estar diretamente ligada à nossa visão de ciência ética e de qualidade”.

“O resto da comunidade científica mundial olha para os EUA, e para a pesquisa financiada pelo NIH em particular, como uma espécie de modelo e exemplo quando se trata de verdadeira excelência em ciência”, disse Pacholczyk. “Essa excelência denota muito mais do que simplesmente desenvolver avanços científicos ignorando os meios usados para chegar a essas descobertas; implica necessariamente uma atenção conscienciosa à ética”.

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