Jan 22, 2026 / 11:13 am
O secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, disse ontem (21) que a Santa Sé recebeu um convite do presidente dos EUA, Donald Trump, para participar do Conselho de Paz de Gaza, e que está analisando a resposta.
“Nós também recebemos o convite para o Conselho de Paz de Gaza, o papa o recebeu e estamos analisando o que fazer, estamos explorando a questão mais a fundo; acho que é um assunto que requer algum tempo para darmos uma resposta”, disse o cardeal Parolin à imprensa, segundo o Vatican News, serviço de informações da Santa Sé.
Depois de participar do evento comemorativo do 25º aniversário do Osservatorio for independent thinking (Observatório pelo Pensamento Independente), em Roma, o cardeal disse que o presidente dos EUA “está solicitando a participação de vários países” e que, segundo o que havia lido na imprensa, “a Itália também está refletindo sobre a possibilidade de aderir ou não”.
A iniciativa de Donald Trump busca criar um Conselho de Paz para lidar com conflitos globais, com foco particular na guerra em Gaza, como um órgão independente e separado da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele convidou vários países a aderir ao projeto em troca de uma contribuição financeira que lhes garantiria um assento permanente.
Vários países já anunciaram publicamente sua participação, como Belarus, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Egito e Israel.
O cardeal Parolin negou qualquer envolvimento financeiro da Santa Sé e disse que “não estamos nem em condições de fazer isso; no entanto, estamos claramente numa situação diferente em comparação a outros países, por isso será uma questão a ser considerada, mas creio que o pedido não será de participação financeira”.
O secretário de Estado falou sobre as tensões entre os EUA e a Europa. Segundo ele, “as tensões não são saudáveis e criam um clima que agrava a situação internacional, que já é grave".
“Acho que o importante seria eliminar as tensões, debater os pontos controversos, mas sem entrar em discussões ou gerar tensões”, disse.
Sobre o Fórum de Davos realizado ontem, que teve a participação do presidente dos EUA que manifestou seu firme desejo de adquirir a Groenlândia, o cardeal falou sobre a importância de “respeitar o direito internacional”, para além dos “sentimentos pessoais, que são legítimos, mas respeitar as regras da comunidade internacional”.
As melhores notícias católicas - direto na sua caixa de entrada
Inscreva-se para receber nosso boletim informativo gratuito ACI Digital.
Nossa missão é a verdade. Junte-se a nós!
Sua doação mensal ajudará nossa equipe a continuar relatando a verdade, com justiça, integridade e fidelidade a Jesus Cristo e sua Igreja.
Doar