14 de janeiro de 2026 Doar
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Relatório mostra que 4,8 mil cristãos foram mortos por sua fé outubro de 2024 a setembro de 2025

Crucifixo. Imagem meramente ilustrativa. | Pixabay

Foram mortos 4.849 cristãos por sua fé em todo o mundo entre outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, 373 a mais do que no mesmo período anterior. O número é da World Watch List 2026 (WWL, Lista Mundial de Vigilância) relatório anual apresentado hoje (14) pela organização Open Doors (Portas Abertas) que classifica os países onde os cristãos sofrem perseguição e discriminação extremas.

Segundo a lista, a Nigéria continua sendo responsável pela maioria desses crimes, com 3.490 assassinatos de cristãos, um aumento em relação aos 3,1 mil do ano anterior.

A África subsaariana continua sendo a região com maior índice de perseguição violenta, sendo o Sudão, a Nigéria e o Mali os três países com a pontuação mais elevada no que diz respeito à violência (16,7).

Segundo a organização, nos 33 anos de relatórios a perseguição aos cristãos só aumentou.

Atualmente cerca de 388 milhões de cristãos, um em cada sete cristãos, enfrentam altos níveis de discriminação em comparação com 380 milhões no período anterior. Nos 50 países contemplados pela lista, 315 milhões de cristãos enfrentam níveis "muito altos ou extremos" de perseguição e discriminação por causa de sua fé.

O relatório diz que a perseguição não se manifesta só na violência física, mas também no fato de as igrejas serem forçadas à clandestinidade através da vigilância, da censura e de regulamentos restritivos, e destaca o caso da Argélia, onde todos os templos protestantes permanecem fechados e cerca de 75% dos cristãos perderam o contato com a sua comunidade de fé.

O relatório diz também que o número de cristãos que sofreram violência sexual ou casamento forçado aumentou 32%.

Cerca de 388 milhões de cristãos são perseguidos em todo o mundo

A lista compilada pela ONG internacional Portas Abertas mostra que a pressão e a violência motivadas por religião afetaram cerca de 388 milhões de cristãos em todo o mundo.

Os dados da pesquisa, feita entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro do ano passado, mostram um agravamento generalizado do fenômeno: a perseguição extrema aumentou e agora afeta 15 países.

Dos 50 países no relatório, 34 registraram um aumento na perseguição. O caso mais flagrante é o da Síria, que viveu um aumento acentuado da violência contra os cristãos.

Essa deterioração coincide com a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, que deixou grandes áreas do país nas mãos de milícias locais e grupos armados, como o grupo jihadista Hay'at Tahrir al-Sham (HTS). Segundo a organização Portas Abertas, o colapso da proteção estatal aumentou a vulnerabilidade das minorias religiosas à intimidação, extorsão e ataques diretos.

No período analisado, foram registrados ataques a igrejas, fechamentos forçados de escolas cristãs, profanação de cemitérios e pelo menos 27 cristãos mortos por causa de sua fé, em comparação com nenhum no ano anterior.

Nigéria, epicentro global dos assassinatos

Segundo o relatório, a Nigéria continua sendo o país mais perigoso para os cristãos. Dos 4.849 assassinatos cometidos em todo o mundo no período analisado, 3.490 ocorreram no país africano, aumento significativo em relação aos 3,1 mil do ano anterior.

A iniciativa Portas Abertas fala sobre a confluência do extremismo islâmico, das tensões étnico-religiosas, do crime organizado e da fragilidade institucional. Em junho do ano passado, um ataque que durou várias horas contra a comunidade agrícola cristã de Yelwata, no Estado de Benue, matou 258 pessoas, em sua maioria mulheres e crianças.

O relatório identifica um padrão comum em muitos dos países mais afetados: governos incapazes de garantir a segurança, corrupção estrutural e ausência do Estado de Direito. Esse vácuo de poder é explorado por grupos extremistas em países como Burkina Faso, Mali, República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Somália, Níger e Moçambique.

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