Jan 12, 2026 / 15:22 pm
A fundadora e presidente do Instituto Dom José Luis Azcona, irmã Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, morreu no sábado (10), em um acidente de carro na BR-230, quando se deslocava de Campina Grande a João Pessoa (PB), informou o Instituto nas redes sociais.
Irmã Marie Henriqueta tinha 65 anos e lutava contra o tráfico humano e a violência sexual contra mulheres, crianças e adolescentes na região do Marajó.
Segundo o Instituto Dom José Luis Azcona, a religiosa “abriu mão de ter uma vida pessoal para se doar aos que mais precisavam de ajuda” e era “empenhada na busca pela justiça e paz”, dedicando-se “a ajudar os outros, principalmente os mais vulneráveis, e ao combate ao abuso e exploração infantojuvenil, tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil, violência contra a mulher e idosos, racismo e discriminação por qualquer meio”.
“Que Deus acolha a nossa irmã Henriqueta e conforte seus familiares e a todos nós que a amávamos tanto”, disse o Instituto.
Manifestações de pesar
A prelazia do Marajó disse em suas redes sociais que “ao longo de sua trajetória”, irmã Marie Henriqueta “esteve ao lado de dom José Luis Azcona Hermoso, dedicando sua vida à defesa do povo marajoara, à promoção da justiça social e à luta por dignidade neste território” e que sua história foi marcada por uma presença firme, corajosa e comprometida ao lado dos mais vulneráveis”.
“Confiamos Maria Henriqueta à misericórdia de Deus, certos da promessa do Cristo Ressuscitado: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11,25)”.
A diocese de Marabá (PA) manifestou suas “condolências” pela morte da Irmã Henriqueta dizendo que “sua vida foi marcada pela fé, pelo serviço e pela dedicação ao próximo, deixando um testemunho de amor e doação”.
“Roguemos a Deus que a acolha em Sua infinita misericórdia e conforte o coração de todos os familiares, amigos e irmãos na fé neste momento de dor”.
A Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM) do Brasil também manifestou em suas redes sociais um “profundo pesar” pela morte da religiosa, destacando que ela era uma “grande referência na defesa dos direitos humanos e na luta pelos povos da Amazônia”.
“Com fé, coragem e dedicação, Henriqueta marcou uma trajetória de amor ao próximo e compromisso com os mais vulneráveis, especialmente no Marajó, fortalecendo redes de proteção e enfrentando violações como exploração infantojuvenil, tráfico de pessoas, trabalho escravo e toda forma de violência e discriminação”, disse o REPAM. “Seu legado permanece vivo e continuará inspirando nossa missão por justiça, dignidade e vida plena para os povos amazônicos. Que Deus a acolha na luz eterna e conforte familiares, amigas(os) e toda a rede que hoje sente sua partida”.
Em sua manifestação de pesar, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania do Governo Lula disse que “a partida de irmã Henriqueta representa uma perda imensurável para o Brasil e para todos os que atuam na promoção e defesa dos direitos humanos” e que “seu legado permanece vivo na luta cotidiana por justiça, dignidade e proteção das infâncias e adolescências”.
“Sua contribuição foi decisiva para a consolidação do Fórum Cidadania Marajó, espaço estratégico de articulação, denúncia e construção coletiva de ações voltadas à defesa dos direitos humanos no arquipélago do Marajó, fortalecendo a incidência política e a visibilidade das violações históricas enfrentadas na região”, disse o Ministério.
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