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Mais de 33 milhões de peregrinos participaram do Jubileu, diz Santa Sé

Seminaristas se aproximam da porta santa na basílica de São Pedro, no Vaticano, em 24 de junho de 2025. | Courtney Mares/CNA

Cerca de 33,4 milhões de peregrinos viajaram a Roma para participar do Jubileu da Esperança, superando as projeções iniciais, disse hoje (5) a Santa Sé.

O pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, Rino Fisichella, disse que 33.475.369 peregrinos participaram do Jubileu —  cerca de dois milhões a mais do que a estimativa inicial da Santa Sé, de 31,7 milhões.

Fisichella disse que o último grupo a passar pela porta santa hoje (5) é composto por funcionários do Dicastério para a Evangelização, os principais organizadores do Ano Santo, às 17h30, horário local.

O encerramento solene do Ano Santo acontece amanhã (6), às 9h30 (5h30 no horário de Brasília), quando o papa Leão XIV deve fechar a porta santa da basílica de São Pedro, no Vaticano, numa cerimônia que deve ter a presença do presidente da Itália, Sergio Mattarella, autoridades civis e um grande número de fiéis.

A porta santa deverá ser reaberta daqui a oito anos, em 2033, para o Jubileu da Redenção, marcando os dois mil anos da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Em sua avaliação do Jubileu, Fisichella disse que o ano foi extraordinário em muitos aspectos e falou sobre seu arco histórico incomum: o Jubileu começou sob o papa Francisco e termina sob o papa Leão XIV — uma transição que, segundo ele, ressaltou a complexidade da tarefa de organizar o evento.

O funeral do papa Francisco em 26 de abril e a eleição de seu sucessor, Leão XIV, em 8 de maio, ocorreram paralelamente ao jubileu.

Peregrinos de 185 países

Segundo dados oficiais da Santa Sé divulgados hoje, peregrinos de 185 países participaram das festividades do Jubileu. Por região geográfica, a Europa teve 62,63% dos participantes, seguida pela América do Norte (16,54%), América do Sul (9,44%) e Ásia (7,69%). Os demais peregrinos vieram da Oceania (1,14%), América Central e Caribe (1,04%), África (0,95%) e Oriente Médio (0,46%).

Por país, a Itália teve 36,34% dos peregrinos, seguida pelos EUA (12,57%) e pela Espanha (6,23%). Outros países com participação significativa foram Brasil (4,67%), Polônia (3,69%), Alemanha (3,16%), Reino Unido (2,81%), China (2,79%), México (2,37%) e França (2,31%). A Santa Sé registrou participação expressiva da Argentina, do Canadá, de Portugal, da Colômbia, da Austrália, das Filipinas, da Eslováquia, da Indonésia e da Áustria.

Fisichella disse que, a partir de maio — por volta da época da eleição de Leão XIV — Roma registrou um aumento inesperado no número de peregrinos, o qual, segundo ele, foi administrado com muita atenção numa cidade que permaneceu sob os holofotes da mídia internacional por todo o ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como a contagem foi feita

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Fisichella disse que as projeções iniciais foram baseadas num estudo da Faculdade de Sociologia da Universidade Roma Tre e tinham como objetivo servir de guia de planejamento inicial.

Ele disse que a contagem inicial foi feita na porta santa da basílica de São Pedro, no Vaticano, onde uma câmera registrava automaticamente o número de peregrinos que passavam por ali a cada dia.

Para as outras três basílicas papais — São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Fora dos Muros — a Santa Sé aplicou percentagens com base no fluxo registrado na basílica de São Pedro, complementado pela contagem de voluntários usando contadores manuais. A presença nos principais eventos e audiências do Jubileu também foi monitorada e comparada com os registros efetuados através do site oficial do Jubileu.

 

Prefeito de Roma cita legado duradouro e gastos

O prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, disse que o Jubileu da Esperança deixou um legado duradouro para a cidade, tanto em infraestrutura quanto em governança institucional, falando sobre o que descreveu como um "método do Jubileu" de cooperação contínua entre as administrações públicas.

Gualtieri disse que o programa do Jubileu teve 332 intervenções, das quais 204 já foram concluídas ou parcialmente concluídas. Ele disse que as obras nas ruas de Roma estão cerca de 90% finalizadas, com os 10% restantes previstos para serem concluídos no ano que vem.

Ele disse que o financiamento governamental especificamente destinado a obras relacionadas ao Jubileu totalizou € 1,725 ​​bilhão (cerca de R$ 10,9 bilhões). Segundo Gualtieri, 75% desses recursos foram usados em intervenções concluídas ou parcialmente concluídas, enquanto os gastos com intervenções essenciais e inadiáveis ​​chegaram a 90%.

 

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