Carregando...

Manchetes

Papa Francisco reza pelos cristãos perseguidos na Síria, Iraque e em todo mundo

28/02/2015 - 02:09 pm .- Na Missa que presidiu ontem na região de Ariccia onde terminou nesta sexta-feira os seus exercícios espirituais acompanhado da Cúria Romana, o Papa Francisco elevou uma oração pelos cristãos perseguidos na Síria, Iraque e em todo mundo.

“O acolhimento em um santuário é a oportunidade da pessoa ter um encontro com Cristo”, ressalta sacerdote brasileiro

27/02/2015 - 07:04 pm .- Os santuários provocam a fé povo, porque o próprio Deus atrai as pessoas. Esse foi um dos principais consensos do 21º Encontro Nacional de Reitores de Santuários do Brasil, que terminou nesta sexta-feira, dia 27 de fevereiro, em Curitiba (PR). O evento, que teve início no dia 23, acontece a cada dois anos e este ano a organização foi feita pelo Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. 

Rio: 450 anos de história e fé

27/02/2015 - 03:00 pm .- O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, vai presidir a missa pelos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, neste domingo, dia 1º de março, às 08h30, no Santuário Arquidiocesano de São Sebastião, na Tijuca. A partir das 18h deste sábado, dia 28 de fevereiro, o Monumento ao Cristo Redentor ficará iluminado pela cor azul para dar o tom festivo à Cidade Maravilhosa.

Tinham 67 anos de casados e morreram no mesmo dia de mãos dadas

27/02/2015 - 01:02 pm .- Floyd e Violet Hartwig, um casal da Califórnia (Estados Unidos) que tinha feito 67 anos de casamento, morreram por causas naturais de mãos dadas no dia 11 de fevereiro deste ano.   Violet, de 89 anos, sofria de demência senil há alguns anos, e a sua saúde recentemente começou a piorar. No final de janeiro, Floyd, de 90 anos, foi diagnosticado por um médico com insuficiência renal e que lhe restava apenas duas semanas de vida.   Quando souberam desta situação, os três filhos do casal norte-americano decidiram coloca-los juntos em uma clínica de cuidados paliativos.   Floyd e Violet se conheciam desde crianças, na escola primária. Apaixonaram-se pouco antes da Segunda Guerra Mundial, e se comunicavam por cartas durante o tempo em que Floyd serviu na Marinha norte-americana.   Eles se casaram em 16 de agosto de 1947, e tiveram três filhos: Carol, Kenneth e Donna.   Em declarações ao canal norte-americano ABC News, Donna Scharton descreveu os seus pais como “pessoas decentes que sempre estiveram comprometidos entre si, sem importar a situação”.   Donna recordou que o seu pai esteve na Marinha durante seis anos, e depois “trabalhou para a companhia J.B. Hill distribuindo ovos, e depois para uma empresa de alimentos”.   “A mãe ficou em casa, ajudou a cuidar do rancho, e cozinhava todas as comidas. Fazia o café da manhã para o pai às 4h30 da manhã todos os dias”, disse.   A filha do casal assegurou que seus pais “eram muito devotos e quando papai chegava em casa sempre jantávamos juntos”.   “Lembro-me deles beijando-se para despedir-se todos os dias pela manhã. Lembro-me de mamãe chamando-o de loiro pois era loiro de olhos azuis”.   Inclusive ao final de sua vida, indicou, a principal preocupação de seu pai foi velar pela saúde de sua esposa.   Donna assinalou que Floyd “dizia ao médico ‘estou bem só quero que ela seja curada’”.   “Essa era a sua preocupação; não o quanto era ruim a sua dor, mas queria a minha mãe curada”, disse, assegurando que ela e seus irmãos “nos dávamos conta de que meu pai estava tendo muitas dores”.   Quando sentiram que se aproximava a hora da morte de seu pai “juntamos as camas do hospital para ficarem o mais perto possível. Juntamos as suas mãos, e meu pai morreu de mãos dadas com a minha mãe”.   Donna assinalou que a sua mãe “não estava consciente, mas dissemos que papai havia falecido e que estava esperando-a. Ela faleceu cinco horas depois”.   Cynthia Letson, filha de Donna, recordou que tudo o que importava para seus avós “era a sua família e foi fantástico que isso tenha acontecido no final”.

A história de Willy: O “morador de rua” que foi enterrado no Vaticano

27/02/2015 - 11:30 am .- Todos na zona externa do Vaticano chamada Borgo conheciam o Willy Herteleer. “Borgo” é o bairro que fica ao norte da Praça São Pedro. Além dos bispos, religiosas, cardeais e romanos que moram por lá, nessa área há também muitos “moradores de rua”.   Participava toda manhã da Missa na Paróquia Pontifícia de Sant’Anna, justo fora de Borgo e dentro dos muros do Vaticano.   Seu aspecto ascético, a cruz pendurada no pescoço e seu carrinho de supermercado se converteram na bagagem que levava.   Willy recebia a eucaristia todos os dias. “O meu remédio é a Comunhão”, dizia sempre. Estava sempre bem asseado, mas não procurava atendimento médico com muita frequência.   Um de seus amigos mais próximos era um monsenhor italiano, uma religiosa norte-americana e um jornalista alemão. Eles foram as pessoas que o acompanharam no final de seus dias.   Willy morreu em dezembro, no hospital que costumava visitar perto do Vaticano, para usar os serviços higiênicos ou assear-se um pouco.   Ele tinha que ter uma boa aparência, pois passava os seus dias como um evangelizador nas ruas. Depois da Missa matutina, dedicava tempo para conversar com as pessoas.   “Quando foi a sua última confissão” perguntava para todos aqueles que encontrava. Você vai comungar? Vai à Missa?”.   Fazia a mesma pergunta aos outros “moradores de rua” com quem decidiu viver. Ele tinha escolhido essa vida.   Por um tempo viveu em um abrigo. “Sim, é bonito, acolhedor e limpo. Sim, comemos bem e as pessoas são boas”, dizia às pessoas. “Mas necessito liberdade. Amo a liberdade!”.   Willy preferia os seus amigos. Preferia as ruas. Preferia o bispo que lhe levava laranjas, os jornalistas que tiravam fotos.   Depois da missa, falava com o seu amigo, o Pe. Amerigo. “Obrigado por sua homilia pronunciada com tanta calma. Consegui entende-la bem e me ajudou a meditar ao longo do dia”, disse ao sacerdote.   Tantas breves conversas, mas também retratos. Aqueles apresentados durante o seu funeral, no Colégio Alemão, chamado o Cemitério Teutónico, no Vaticano.   Mons. Amerigo Ciani foi durante muito tempo pintor, assim como cônego da Basílica de São Pedro. Suas exposições foram apresentadas inclusive internacionalmente, e fez dois quadros de Willy em seu ambiente.   Ele era uma das muitas pessoas que moram nas ruas ao redor de São Pedro, homens e mulheres que moram nas margens das rotas turísticas, que têm amigos em toda a vizinhança.   Em 12 de dezembro de 2014, Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, o Papa Francisco estava celebrando a Missa na Basílica de São Pedro pela padroeira da América e Willy faleceu. Seus amigos não o viram durante essa semana na Missa matutina, e começaram a procurá-lo.   Um deles, um alemão, Paul Badde, converteu-se recentemente em confrade da Confraria do Cemitério Teutônico. Ele propôs que Willy seja enterrado aí, entre os “confrades”.   O cemitério se remonta aos tempos de Carlos Magno, que concedeu essa parcela de terra junto à basílica para enterrar os peregrinos de terras alemãs e flamencas que pereceram em sua viagem.   A confraria está conformada de sacerdotes, homens e mulheres descendentes de alemães. Os sacerdotes alemães residem no campus, em uma residência justo ao lado do cemitério. Tudo está dentro do Vaticano, mas é de alguma forma autônomo e independente, um pequeno pedaço da Alemanha.   Seus amigos organizaram tudo, desde as difíceis permissões da Itália e Bélgica, onde Willy começou a sua vida. Fizeram contato com a sua família, seus quatro filhos, a quem Herteleer, de mais de 80 anos, não tinha visto em décadas.   Mons. Ciani concelebrou a Missa com o reitor do Cemitério Teutônico, Pe. Hans-Peter Fischer. Só alguns amigos assistiram, incluindo as Irmãs Franciscana da Eucaristia Judith Zoebelein.   Willy vivia sozinho, mas não se sentia sozinho, disse Mons. Ciani na homilia. “A presença de Deus era forte e viva dentro dele. Rezava e rezava. Rezava pela conversão de todos, inclusive para que os estrangeiros se arrependam”.   E assim foi como acabou a história de Willy sobre a terra, com uma sepultura no cemitério do Vaticano, que por tradição aceita peregrinos alemães e flamencos, rodeado pelo carinho daqueles que estiveram perto dele em vida. Sua vida foi só aparentemente uma vida vivida nas margens.   O mais impressionante sobre a sua vida e morte não apareceu nas notícias. Nos jornais, sua história foi apresentada somente como um enterro “privilegiado” desejado por seus amigos, no discreto silêncio do amor.

Pontifícia Academia para a Vida dedicará a sua assembleia aos idosos e cuidados paliativos

27/02/2015 - 10:38 am .- “Assistência aos idosos e cuidados paliativos'', é o tema da 21ª Assembleia da Pontifícia Academia para a Vida. O encontro acontecerá na Sala do Sínodo de 5 a 7 de março e será presidida por Dom Ignacio Carrasco de Paula, Presidente do dicastério.   Durante a assembleia, se discutirá sobre alguns "aspectos específicos como a atenção médica aos idosos com enfermidades crônico-degenerativas" ou "as diretrizes éticas para um bom acompanhamento dos idosos próximos à morte".   No dia 6 de março, haverá uma oficina aberta ao público, em particular aos pesquisadores, funcionários da saúde, agentes pastorais e estudantes interessados em aprofundar o assunto a partir de diversas perspectivas: teológico-filosófica, ética e médico-sanitarista, cultural e social.   Na primeira sessão se tratará o tema ''Assistência clínica ao idoso no final da vida'', com isso se busca a troca de opiniões sobre "o uso e abuso de analgésicos nos cuidados paliativos, os cuidados dos enfermeiros, o processo de tomada de decisões clínicas para os idosos no final da vida”.   A segunda sessão estará dedicada às perspectivas éticas antropológicas e se falará do papel central das relações dos idosos no âmbito familiar, social e hospitalar. Além disso, será falado sobre as "diretrizes éticas para um bom acompanhamento dos idosos próximos da morte, do respeito e da dignidade, evitando formas de abandono como a eutanásia".   A assembleia se concluirá com apresentações "dedicadas à espiritualidade do idoso em seus últimos anos, aos aspectos legais do final da vida, ao cuidado pastoral e ao papel da família", para terminar com a pergunta: ‘'O que é a solidariedade social?''.

Especialista em Islã questiona a atitude "estranha" da ONU diante do extermínio de cristãos

27/02/2015 - 10:25 am .- Desde a violenta entrada em Mosul (Iraque) no meio de 2014 que acarretou o êxodo de dezenas de milhares de cristãos e yazadis, a comunidade internacional foi testemunha dos crimes cometidos pelo Estado Islâmico (ISIS), que continua expandindo o seu califado no Oriente Médio e no norte da África, ante a passividade do Conselho de Segurança da ONU que não se decide a enviar uma força internacional para enfrentar estes extremistas.   Esta “atitude da ONU e de toda a comunidade internacional frente aos assassinatos e crimes do ISIS é péssima e muito estranha, como se não se importassem com os cristãos do Oriente”, declarou ao Grupo ACI o católico caldeu Raad Salam Naaman, catedrático universitário e doutor em Filologia Árabe e Estudos Islâmicos.     Raad Salam, que nasceu perto de Mosul e é refugiado político na Espanha desde 1991, pediu que não se chame de “Estado” a “este bando de assassinos e ladrões”. O ISIS, afirmou, é “fruto da chamada ‘Primavera Árabe’, um dos tantos erros do Ocidente, que apoiou estas revoltas e protestos realizados pelos radicais islâmicos vinculados aos Irmãos Muçulmanos para acabar com os governos dos ditadores leigos árabes”.   Como se recorda, em 2010 ocorreram sublevações populares que destituíram os ditadores da Tunísia (Ben Ali), Egito (Hosni Mubarak), Líbia (Muamar Gadafi) e do Iêmen (Ali Abdullah Saleh), mas que não conseguiu derrotar a Bashar Al-Assad na Síria.   Entretanto, isto desencadeou a guerra civil que já ocorre há cinco anos na Síria; o atual conflito na Líbia, onde há dois governos –um reconhecido internacionalmente e outro jihadista situado na capital Trípoli-; instabilidade política no Iêmen com uma forte presença da tropa xiita dos huties; e a constante ameaça dos Irmãos Muçulmanos de retomar o poder no Egito para impor a lei islâmica.   Além disso está a instabilidade política no Iraque, agravada pela retirada das tropas norte-americanas entre 2010 e 2011.   Este cenário foi aproveitado pelo grupo terrorista Al Qaeda, cuja facção no Iraque decidiu em 2010 se estender até a Síria e posteriormente separar-se do grupo fundado por Osama Bin Laden, criando o “Estado Islâmico do Iraque e Síria” (ISIS). Logo depois da tomada de Mosul em 2014, o líder do ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou o califado nos territórios controlados em ambos os países.   Ao longo destes meses a imposição da Sharia, as perseguições de cristãos –com o assassinato de crianças, destruição de igrejas e escravização de mulheres-, e o avanço territorial, encorajou os grupos radicais de outros países a juntar-se ao ISIS, como Ansar al Sharia na Líbia, país onde foram decapitados os 21 cristãos coptos.   “Este bando ISIS é uma grande ameaça para a nossa civilização ocidental e é um perigo para o futuro dos nossos direitos humanos, para a liberdade e a democracia que a sociedade ocidental conseguiu depois de uma luta de séculos”, advertiu Raad Salam.   “Portanto –afirmou-, Ocidente deve corrigir os seus erros e acabar com este bando radical islâmico de assassinos. A atitude da ONU e de toda a comunidade internacional frente aos assassinatos e crimes do ISIS, é péssima e muito estranha, como se não se importassem com os cristãos do Oriente, não se importassem com a expansão e o crescimento deste bando”.   Nesse sentido, o perito católico coincidiu com o chamado do Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, que advertiu que o avanço do califado da Líbia exige “intervir logo, mas qualquer intervenção de tipo armado” deve ser feita sob o mandato da ONU.   “Bombardear os locais do ISIS não termina com este bando de criminosos, o que os EUA e a ONU têm que fazer é um chamado para formar uma coalizão, um exército, de todos os membros da ONU para atacar e acabar com o ISIS e seus seguidores, por terra e com um exército firme, é a única solução”, concluiu Raad Salam.   As declarações do perito chegam no contexto dos sequestros em massa dos cristãos no nordeste da Síria e que, segundo as últimas informações, superariam as 260 pessoas. Nesse sentido, teme-se que o ISIS realize uma execução em massa, tal como ocorreu faz umas semanas nas costas de Líbia.

Identidade religiosa de comunidades de recuperação de dependentes químicos ameaçada no Brasil

26/02/2015 - 10:53 pm .- “Contem a experiência de vocês e a importância da religião na recuperação das drogas. Se vocês conhecem alguma comunidade, falem das pessoas que vocês já viram se recuperar”, pediu o fundador da Comunidade Terapêutica Fazenda da Esperança, Frei Hans Stapel, em um apelo para que a população participe da aprovação do Marco Regulatório das Comunidades Terapêuticas no CONAD, que será votado nos dias 10 e 11 de março em Brasília. Segundo o frei, a Confederação Nacional de Comunidades Terapêuticas (CONFENACT) está trabalhando para que a identidade religiosa destes projetos seja blindada de uma possível manipulação da definição das mesmas.

“Nossa Senhora da Paz” é a primeira igreja católica no Sinai

26/02/2015 - 04:18 pm .- “Nossa Senhora da Paz” é o nome da primeira igreja católica no monte Sinai, no norte do Egito, e foi dedicada à Virgem Maria em 15 de fevereiro, o mesmo dia em que se divulgou a barbárie do Estado Islâmico (ISIS) que decapitou 21 coptos egípcios na costa da Líbia, dando assim novos mártires para o cristianismo.   Em declarações difundidas pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o Bispo católico, Dom Makarios de Ismailia, explicou que “temos alguns locais de adoração no Sinai, mas estes são capelas ou mesmo apenas um cômodo em casas normais. A igreja de Nossa Senhora da Paz é o primeiro edifício adequado para uma igreja, que foi construído com o único propósito de adorar a Deus”.   O bispo recordou que o pedido de construção se apresentou em 2003 e em 2005 foi lançada a pedra fundamental. Entretanto, as obras avançaram muito lentamente porque no Egito a construção de uma igreja é uma questão política.   “Em um determinado ponto, depois que tudo havia ido por terra, fomos à esposa do então presidente Mubarak. Susanne Mubarak frequentou escola de freiras e nos ajudou. Depois disso, não havia nada que o governador pudesse opor-se”, indicou Dom Makarios.   “Madame Mubarak também deu o nome à Igreja. Nós, na verdade, queríamos ‘Maria Stella Maris’, Estrela do Mar, mas ela sugeriu ‘Nossa Senhora da Paz’ sua padroeira. Ficamos felizes em acolher”, acrescentou.   Por sua parte, o Pe. Bolos Garas, que desenvolve seu trabalho sacerdotal em Sharm desde 2010, recordou que quando chegou “não havia igreja, apenas as bases de uma adega. Então nós colocamos lonas e celebramos a missa. É por isso que é tão comovente finalmente ver a igreja concluída, e não só para mim. Um membro da nossa congregação, um italiano idoso, recentemente veio até mim e disse que ele poderia morrer em paz agora, porque ele tinha ouvido os sinos na torre”.   “Eu sou um padre católico copta. No entanto, existe um punhado de famílias coptas católicos aqui. A maioria dos nossos fiéis são turistas ou trabalhadores estrangeiros. Por esta razão, não só celebrar a missa de domingo de acordo com meus ritos, mas também de acordo com os ritos romanos, em italiano e em Inglês”, indicou.   A Missa de dedicação foi celebrada em rito copto e esteve presidida pelo Patriarca Ibrahim I Sidrak do Egito, quem vela pela vida espiritual de 200.000 pessoas. Na cerimônia participou também o governador da região, que destacou a importância de que os cristãos contem com um lugar de culto.   A construção da igreja foi apoiada financeiramente pela Fundação Pontifícia Internacional Ajuda à Igreja que Sofre. “Que Deus abençoe os benfeitores da AIS por sua generosidade. Católicos de todo o mundo sustentam a igreja que, por sua vez, serve católicos de todo o mundo como em um Corpo Místico de Cristo”, afirmou Dom Makarios.

Ex-Ministra do Iraque afirma: Há um genocídio de cristãos do qual ninguém fala

26/02/2015 - 03:53 pm .- "No Iraque está acontecendo um autêntico genocídio do qual ninguém quer falar e nenhuma instância internacional se ocupa", assim o denunciou Pascale Warda, ex-ministra iraquiana entre os anos 2004 e 2005.   Em roda de imprensa organizada pela organização internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) e pela Fundação Promoção Social da Cultura (FPSC), Pascale Warda assegurou que "necessitamos ajuda internacional para lutar contra o Estado Islâmico. É diabólico. É um movimento internacional de terrorismo que necessita soluções autênticas internacionais".   Em sua opinião, o Estado Islâmico (EI) só quer "aniquilar" a presença cristã e toda minoria social e religiosa que se oponha aos seus princípios, quando a comunidade cristã no Iraque se remonta ao século I, muito antes da chegada do Islã. "Em Mosul pela primeira vez agora em 2.000 anos não se celebra a Eucaristia. É uma etapa histórica muito negra" para os caldeus.   "Os cristãos estão sendo massacrados e têm que buscar agora como restabelecer a sua existência em um país que é seu muito antes que dos outros. É muito difícil, são poucos e estão enfraquecidos", disse.   Neste sentido, Warda advertiu aos países ocidentais que se o Estado Islâmico "está agora localizado no Iraque, amanhã mesmo pode estar em seus próprios países" e, por isso, pediu colaboração à comunidade internacional para solucionar o problema.   Warda é uma das principais vozes contra a falta de liberdade religiosa no Iraque e, desde a irrupção do Estado Islâmico, documentou os abusos contra os Direitos Humanos que são cometidos em seu país.   É católica caldeia, fundadora da Sociedade Iraquiana pelos Direitos Humanos (SIDH), e Presidente da Organização Hammurabi de Direitos Humanos. Além disso, participou com a AIS no lançamento em Roma do Relatório sobre a Liberdade Religiosa 2014.   Para sustentar aos 120.000 cristãos iraquianos que se encontram refugiados no Curdistão, a Fundação pontifícia começou em dezembro do ano passado a maior campanha de seus 50 anos de presença na Espanha.   Em Bagdá, a Fundação Promoção Social da Cultura continua com a Campanha “Um grito de ânimo”, também para apoiar as famílias que fugiram do norte e estão refugiadas na capital.   Mais informação: www.fundacionfpsc.org/iraq

O que o Papa Francisco fará por esta portuguesa confusa e desesperançada no Sábado Santo

26/02/2015 - 03:51 pm .- Helena Lobato, uma pintora da diocese do Setúbal (Portugal), escreveu uma carta ao Papa Francisco quando atravessava uma etapa de confusão e desesperança em sua vida. A sua surpresa foi grande quando recebeu uma resposta na qual o Santo Padre a convidava a participar da Vigília Pascal do Sábado Santo.   Na carta enviada a esta mulher, assinala a agência portuguesa Ecclesia, o Papa Francisco indica que “a luz” chega pelo Batismo, dirigindo-lhe o convite para participar da missa mais importante do calendário litúrgico, para ser batizada.     “O Papa transmitiu-me que iria rezar por mim para que essa luz chegasse à minha vida”, afirma.   “Eu estive cerca de dois meses para aceitar de coração o convite que o Santo Padre me dirigiu”, acrescenta Helena.   Faz um tempo Lobato via uma reportagem na televisão que resumia o primeiro ano do pontificado de Francisco e decidiu escrever-lhe contando as suas dúvidas e o desespero que atravessava nessa época de sua vida.   “Via as grandes causas que ele tinha abraçado, os resultados nas vidas das pessoas que tinham sido tocadas por ele. De repente, afastei as tintas e os pincéis e, dei por mim a escrever uma carta ao Papa”, explica Lobato.   A mulher assegura que escreveu a carta entre lágrimas “uma maneira muito particular, muito chorada”, a partir não tanto da cabeça, mas do coração. “Perguntei se o Santo Padre de alguma maneira poderia, na sua oração com Deus, pedir que ele desse uma luz a pessoas como eu”, recorda.   “Só depois de colocar a carta no correio é que me dei conta do que tinha feito”, explica Lobato, acrescentando que apenas queria compartilhar a sua angústia e que não esperava uma resposta. A carta da Papa foi certamente uma surpresa.   A pintora faz agora a sua preparação para o batismo na paróquia da Cova da Piedade da Almada, Portugal, onde o pároco a convidou para frequentar um grupo de catequese para adultos.   Na noite do sábado santo, na Vigília Pascal, Helena Lobato estará em Roma, diante do Papa Francisco para receber o batismo e terá a seu lado o Padre José Gil Pinheiro, pároco da sua nova comunidade cristã e seu padrinho de batismo.   A Vigília Pascal é uma Missa que comemora a Ressurreição de Jesus e ocorre na noite do Sábado Santo. É a celebração litúrgica mais importante, mais bela e mais extensa. Está carregada de uma grande quantidade de simbolismos como o fogo, a luz e a água. Nesta ocasião também é de costume batizar os catecúmenos que esperam o sacramento.  

Igreja Ortodoxa reconhecerá oficialmente como mártires os 21 cristãos coptos decapitados na Líbia

26/02/2015 - 03:27 pm .- O Patriarca da Igreja Copta Ortodoxa, Teodoro II, anunciou que os nomes dos 21 cristãos egípcios decapitados na Líbia pelo Estado Islâmico (ISIS), serão incluídos no Sinaxario, o equivalente oriental do martirológio romano.   Assim o informou no dia 20 de fevereiro o site Terrasanta.net, que é a revista dos Santos Lugares a serviço da Custódia da Terra Santa.   A publicação explicou que este procedimento “equivale à canonização na Igreja latina”. “O martírio destes 21 fiéis se comemorará no dia 8 de Amshir do calendário copto (em 15 de fevereiro do calendário gregoriano), que também é a festa da Apresentação de Jesus no Templo”, assinalou.   Em 15 de fevereiro, o Estado Islâmico difundiu um vídeo chamado “Uma mensagem assinada com sangue à nação da cruz”, na qual mostrou a execução dos 21 cristãos ortodoxos e onde ameaça tomar Roma, que é considerada por eles como a capital “dos cruzados”.   Pronunciaram o nome de Jesus   Dias depois do assassinato, o Bispo copto católico de Guiza (Egito), Dom Anba Antonios Aziz Mina, afirmou que estas novas vítimas do ISIS morreram como mártires, que “no momento de sua Bárbara execução, repetem: 'Senhor Jesus Cristo'”.   “O nome de Jesus foi a última palavra que saiu dos lábios dos mártires. Assim como na Paixão dos primeiros mártires, confiaram-se nas mãos daquele que logo depois ia recebe-los. E assim celebraram a sua vitória, a vitória que nenhum assassino poderá tirar-lhes. Esse nome sussurrado no último momento é como o selo de seu martírio”, assinalou Dom Aziz.   O Papa Francisco, assim que soube deste acontecimento, expressou a sua dor pela morte dos 21 coptos que “foram assassinados pelo único motivo de serem cristãos”.     “O sangue dos nossos irmãos cristãos é um testemunho que grita. Sejam católicos, ortodoxos, coptos, luteranos, não interessa: são cristãos. E o sangue é o mesmo, o sangue confessa a Cristo”, expressou Francisco em 16 de fevereiro.   O Santo Padre, que continua com o trabalho iniciado por seus predecessores para conseguir a unidade dos cristãos, assinalou que nos últimos tempos está acontecendo “o ecumenismo do sangue”, pois “os mártires são de todos os cristãos”.  

Estado Islâmico sequestra 260 cristãos, queima igrejas e destrói cruzes na Síria

26/02/2015 - 02:51 pm .- O avanço do Estado Islâmico (ISIS) no nordeste da Síria continua afetando as vilas cristãs que se encontram nas margens do rio Khabur, na região de Hassakeh, onde os jihadistas mantêm cerca de 260 pessoas como reféns, enquanto queimam igrejas e profanam as cruzes.   CNN informou nesta quinta-feira que “o grupo extremista sunita tem 262 assírios aprisionados”, conforme assinalou Osama Edward, fundador da Rede de Direitos humanos Assíria, que foi quem advertiu que os jihadistas “continuam tomando mais e mais vilas assírias”.     Nas duas margens do rio Khabur se encontram 35 vilas povoadas principalmente por cristãos, das quais até o momento dez caíram nas mãos do ISIS.   A primeira invasão ocorreu na madrugada da segunda-feira, quando o ISIS atacou os dois primeiros povoados e capturou 90 cristãos. Até quarta-feira os reféns aumentaram para 150 e ontem já foi denunciado que o Estado Islâmico tem 262 pessoas, entre homens, mulheres, idosos e crianças. Desde que começou o ataque, milhares de famílias que viviam ao lado leste do rio começaram a deixar as suas casas para não serem capturadas.   Edward mora na Suécia, mas tem família na área atacada pelos extremistas e indicou que a informação foi dada pela equipe da Rede de Direitos Humanos Assíria que se encontra na zona.   O representante da rede de direitos humanos disse temer que os reféns assírios sejam decapitados, tal como aconteceu com os 21 cristãos coptos na Líbia.   Cruzes e igrejas queimadas   Por sua parte, o casal cristão Sharlet e Romel David, disse da Califórnia (Estados Unidos) que segundo as informações de sua família na Síria, a entrada do ISIS “é como um mar de uniformes pretos marchando pelas vilas, queimando as igrejas, profanando as cruzes e causando estragos”.   Romel David acha que doze de seus familiares estão entre os sequestrados. “Rezamos, rezamos todo o tempo”, expressou à CNN.   Por sua parte, Sharlet disse que seu irmão de 59 anos tinha deixado seu trabalho nos Estados Unidos faz dois anos para ir à Síria e trazer a sua família, mas pelo visto está agora como refém do ISIS. “Só quero que estejam a salvo”, disse Sharlet.   O Observatório Sírio de Direitos Humanos (SOHR por suas siglas em inglês), informou que os jihadistas levaram os reféns à montanha de Abd al-Aziz, ao sudoeste de Tal Tamir. Além disso, fontes assírias disseram ao observatório que através de mediadores das tribos árabes estão sendo realizadas negociações para libertar os sequestrados.   O SOHR também indicou que aviões da coalizão e seus aliados árabes lançaram ataques em Tal Tamer, na província de Hassakeh, contra posições do Estado Islâmico.

Santa Sé esclarece comentário do Papa Francisco sobre “mexicanização”

25/02/2015 - 04:15 pm .- O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, esclareceu uma recente afirmação do Papa Francisco sobre “evitar a mexicanização” em alusão à Argentina e precisou que em nenhum momento o Santo Padre quis ferir os sentimentos do povo mexicano.   O sacerdote jesuíta explicou que ontem pela tarde a Secretaria de Estado do Vaticano entregou uma Nota ao embaixador do México junto à Santa Sé na qual esclarece que este tema gerou polêmica depois da divulgação de um e-mail privado enviado pelo Papa Francisco ao seu amigo, o deputado Gustavo Vera em Buenos Aires que é o diretor da ONG La Alameda e depois que o Governo do México enviou uma nota de protesto através de seus canais diplomáticos.   Na mensagem, entre outras coisas, o Papa disse ao deputado: “vejo seu trabalho incansável a todo vapor. Peço muito para que Deus proteja você e os seus alamedenses. E tomara que estejamos a tempo de evitar a mexicanização. Estive falando com alguns bispos mexicanos e a coisa é do terror. Amanhã vou, por uma semana, fazer Exercícios Espirituais com a Cúria Romana”.   O Pe. Lombardi explicou que com esta mensagem o Santo Padre não tinha a intenção absolutamente de ferir os sentimentos do povo mexicano, que ama muito, nem ignorar o compromisso do Governo mexicano no combate ao tráfico de drogas.   Além disso, explicou que a expressão ''evitar a mexicanização'', foi utilizada pelo Papa em um e-mail de caráter estritamente privado e informal, em resposta a um amigo argentino muito comprometido na luta contra as drogas, que tinha usado esta frase.   A nota entregue ao embaixador mexicano diz que, evidentemente, o Papa não pretendia mais que destacar a gravidade do fenômeno do narcotráfico que afeta o México e outros países da América Latina.   “É justamente esta gravidade a que determina a luta contra o narcotráfico como uma prioridade nos programas do Governo mexicano; estes têm como objetivo combater a violência e devolver a paz e a tranquilidade às famílias mexicanas, incidindo sobre as causas que originam esta praga social”, assinala o Vatican Information Service.   O narcotráfico, conclui, é “um fenômeno, como outros na América Latina, pelos quais em várias ocasiões, também nos encontros com os Bispos, o Santo Padre chamou a atenção sobre a necessidade de adotar a todos os níveis políticas de cooperação e acordo”.

Nove de cada dez pais estão presentes no parto de seus filhos na Itália

25/02/2015 - 03:32 pm .- Nove de cada dez pais de família estão presentes no nascimento de seus filhos na Itália, conforme assinala um relatório do Ministério da Saúde que explica algumas das cifras relacionadas à natalidade em um país onde as pessoas têm cada vez menos filhos.     Conforme indica o Décimo Relatório do Ministério da Saúde sobre os nascimentos na Itália, baseado nas cifras de 2011 analisadas pelo Escritório de Estatística, 90,6 por cento dos pais está no nascimento de seus filhos, em 8,15 por cento dos casos acompanha um familiar distinto e em 1,26 por cento outra pessoa de confiança.   O relatório também assinala que em geral, as italianas escolhem dar à luz em hospitais públicos em 88 por cento dos casos, enquanto os centros de saúde privado acolhem a 11,9 por cento de grávidas.   Em total, quase 20 por cento dos partos são de mães não italianas. A idade média para as italianas que dão à luz é de 32,6 anos e a média para as não italianas é de 29,4.   A taxa de mortalidade, assinala a agência Ansa, em 2011 foi de 3,01 por cada mil nascidos vivos.   Outro dado que mostra o relatório é que somente 1,43 por cento das gravidezes são resultado da fecundação artificial.   Um país que está “morrendo”   A taxa de nascimentos na Itália tem caído aos seus níveis mais baixos desde a fundação do estado atual em 1861. O número de nascimentos por cada mil pessoas é agora de 8,4; muito diferente dos 38,3 que era o número há 150 anos.   No ano passado, indicam as cifras, nasceram 509 mil crianças, 5 mil a menos que em 2013.   Com relação a este fato, a Ministra da Saúde da Itália, Beatrice Lorenzin, assinalou que “estamos em uma situação na qual as pessoas que morrem não estão sendo substituídas por recém-nascidos”.   Lorenzin precisou que “isso significa que somos um país que está morrendo. Esta situação tem enormes implicâncias para todos os setores: a economia, a sociedade, a saúde, as pensões, só para dar alguns exemplos”.   Os imigrantes, que atualmente chegam a cinco milhões em uma população total de 60 milhões, também estão tendo menos filhos. A média baixou a 1,9 crianças por mulher, a mais baixa dos últimos cinco anos.

Estado Islâmico mata dois cristãos sequestrados e o número de reféns aumenta na Síria

25/02/2015 - 03:29 pm .- Organizações de direitos humanos alertaram que o Estado Islâmico (ISIS) continua avançando no nordeste de Síria e teria capturado mais vilas cristãs, aumentando para 150 o número de pessoas sequestradas –das quais duas já foram assassinadas–, e provocando a fuga de milhares de famílias. Além disso, os extremistas preparam um vídeo com os reféns dirigido a Barack Obama e a outros presidentes da coalizão internacional.   “Hoje mataram a tiros dois dos sequestrados em Tal Hurmuz, um deles meu cunhado, de 65 anos”, expressou à agência EFE Abdel Abdel, um engenheiro que faz cinco meses está refugiado em Beirute (Líbano) com a sua mulher e seus dois filhos e de onde mantém contato com os seus familiares que permaneceram em Al Hassakeh (Síria). Por sua parte, o presidente do Movimento Patriótico da Assíria, Ashur Girwargis, disse também à EFE que os jihadistas separaram as mulheres e as crianças dos homens, que foram levados a Yabal Abdelazi, onde o ISIS tem um quartel.   Os militantes teriam assaltado as vilas no oeste do rio Khabur, sequestrando 70 pessoas de Tal Shamiran; outras 15 –entre elas três crianças– em Tal Hurmuz; 12 em Tal Goran e outras 40 em Tal Yazira, enquanto as vilas na margem leste do rio foram evacuadas e milhares de famílias cristãs assírias e caldeias fugiram aos principais centros de Hassakè, Qamishli, Dirbesiye e Ras al-Ayn.   Nesse sentido, a Rede de Direitos humanos Assíria assinalou que os reféns seriam agora 150 –até ontem se sabia de 90 cristãos sequestrados–, e os jihadistas estariam por difundir um vídeo dirigido ao presidente Barack Obama e outros líderes da coalizão que enfrenta o ISIS, no qual ameaça assassinar os reféns.   Faz um mês os combatentes cristãos capturaram seis membros do Estado Islâmico, por isso o sequestro destas 150 pessoas seria um ato de vingança. Mas para o Arcebispo siro-católico, Dom Jacques Behnsn Hindo, a nova ofensiva dos jihadistas na região do rio Khabur se deve a sua necessidade de encontrar novos espaços e vias de escape, compensando assim a perda de Kobane e de zonas vizinhas a Raqqa –capital do califado–, às mãos dos pershmerga.   O alerta pelo destino dos cristãos assírios sequestrados também foi lançado pela Liga Síria pelos Direitos humanos, que pede “uma intervenção imediata” para libertar estas pessoas.   Nesse sentido, esta organização atribuiu à comunidade internacional “a responsabilidade pela deterioração da segurança na Síria”, devido a que não interveio no momento oportuno para proteger os civis, sobretudo, depois das infiltrações no conflito interno sírio de forças extremistas.  

Patriarca Copto Católico do Egito: “Por trás do Estado Islâmico há interesses políticos e econômicos”

25/02/2015 - 03:12 pm .- A perseguição aos cristãos se encontra em uma de suas piores épocas e se assemelha ao que aconteceu com os mártires durante os primeiros séculos da Igreja.   O Patriarca Copto Católico de Alexandria (Egito) Ibrahim Isaac Sidrak, conversou com o Grupo ACI sobre o terrível assassinato de 21 cristãos coptos egípcios na Líbia às mãos do autodenominado Estado Islâmico e sobre a situação de instabilidade que se vive em todo o Oriente Médio.   “Eu nunca lhes chamo ISIS porque sou egípcio e para nós esse é um nome bonito (é o nome grego de uma deusa da mitologia egípcia), chamamo-los terroristas”, explica logo no início da entrevista.   Sobre sua origem e desenvolvimento, afirma que “este grupo terrorista não está sozinho” mas “faz pensar em muitos outros, não só indivíduos, não só grupos, mas também, infelizmente, governos que estão por trás”. “Têm seus próprios interesses políticos, econômicos...”. E se pergunta: “Desde quando começamos a escutar falar deles? Faz dois ou três anos? Onde estavam antes? Foi criado por quem? Quem lhes apoia agora? Quem lhes dá dinheiro? E armas?”.   Em relação ao assassinato dos 21 homens, explica que “os cristãos, falando sempre do Egito e dos coptos, foram um instrumento de negociação. São a parte frágil”.   Esta é a razão pela qual “são usados como instrumento, para criar desordem no Egito, para criar uma guerra civil... mas não são vistos só como cristãos. Este grupo não tem nada para fazer com o mundo muçulmano simples”, disse o Patriarca.   A isto adicionou que “o mundo muçulmano que nós conhecemos no Egito está formado por pessoas simples que querem viver em paz, com todos”.   De novo em alusão aos sanguinários terroristas afirma que “são pagos por alguém e fazem o que outros pedem que façam”.   Mas o Patriarca lança também uma advertência: “infelizmente, há muito tempo atrás dissemos para a América e a Europa: 'Estejam atentos, porque um dia chegarão até vocês', mas ninguém acreditava. Agora vemos o que aconteceu em Paris e ameaçam a todo mundo”.   “Não se pode deter estes terroristas se a América ou Europa não deixam estes planos egoístas”, adverte. Para ele, “só buscam o comércio de armas e colocar a mão no petróleo... Se não fizermos que estes deixem de ser o objetivo essencial, se não olharmos para a pessoa humana, infelizmente isto continuará”.   Sobre a atual situação do Iraque, assinala que “antes da guerra havia problemas, mas não tão graves como agora. Agora todo Oriente Médio está destruído. Isto é o resultado do egoísmo mundial”.   “Não sei o que o Estado Egípcio fará a partir de agora, realizaram alguns ataques, mas isto ao final é algo momentâneo. Não queremos entrar em uma guerra, provamos a guerra e ninguém ganha, todos perdem”, diz cortante.   “A guerra é um ato diabólico. Assassinar as pessoas, destruir a vida é ir contra a humanidade”, assegura ao ser perguntado pela resposta do Egito depois do assassinato dos cristãos.   Precisamente, em alusão ao terrível atentado, assegura que “o medo não resolve nada”.   “Estes pobres egípcios que foram assassinados eram jovens simples, jovens de cultura média que tinham uma fé muito forte. Eu aprendi com eles e não eles comigo”.   E por sua vez faz uma revelação: “não vi, porque não quero, o vídeo de sua execução, mas imagino que estes jovens verdadeiramente se apresentaram com fé. Isso me dá mais coragem”.   “São um exemplo do qual devemos aprender e imitar”, diz acrescentando depois: “Estamos voltando aos primeiros tempos dos mártires”.   De fato, “o calendário da Igreja no Egito se chama o 'calendário dos mártires'. No século III, quando foi assassinado um número grande de cristãos, cerca do ano 280, criamos o calendário copto”.   “Eu digo que os cristãos não devem ter medo porque o medo bloqueia a mente. Devemos pensar bem e fazer o bem para todos. Criar e educar uma nova geração que ame a vida. Também por exemplo no que se refere aos filmes, aos vídeos e aos jogos de caráter violento, que criam uma psicologia doentia”.

Dioceses francesas declaram Ano Jubilar pelos 200 anos da ordenação sacerdotal de São João Maria Vianney

25/02/2015 - 02:48 pm .- Os bispos das dioceses francesas de Lyon, Grenoble e Belley-Ars, estabeleceram a celebração de um Ano Jubilar em 2015 para a comemoração dos 200 anos da ordenação sacerdotal de São João Maria Vianney, mais conhecido como o Cura d’Ars.   Esta celebração acontece em meio a um período turbulento para a diocese de Belley-Ars pois o bispo teve que tomar a grave decisão de retirar o Santíssimo de todas as igrejas e capelas da região para proteger a Eucaristia, sempre muito querida pelo Cura d’Ars.   São João Maria Vianney foi ordenado sacerdote em 13 de agosto de 1815 no Grande Seminário de Grenoble, por este motivo os bispos dispuseram a realização do Ano Jubilar a partir de 8 de fevereiro até 8 de dezembro deste ano.   Sobre este aniversário, o Bispo de Belley-Ars, Dom Pascal Roland, assinala que “valorizar este aniversário de 200 anos não é um pretexto para fazer festa. (…) Não buscamos ceder a um espírito nostálgico, é tomar consciência de que Deus intervém na nossa história e recordar que Deus continua cuidando de nós, tanto hoje como ontem”.   “Faz 200 anos, a vila de Ars, como o resto do nosso país (França), conhecia a pobreza espiritual, a miséria moral e social. O ateísmo militante e a violência revolucionária tinham impregnado o país e assistíamos a um adormecimento da vida cristã. Nesse contexto, o Senhor enviou para o seu povo um bom pastor que revelou o amor de Deus e ao próximo”.     O Prelado afirma que Deus “deu um bom pastor que mostrou a misericórdia de Deus aos seus paroquianos e difundiu este amor no coração de todos”.   Depois de ressaltar que com o Cura d’Ars Deus mostra que sempre é fiel a suas promessas e a sua aliança, o Bispo assinala que este Ano Jubilar também deve servir para ajudar a apoiar os sacerdotes e para promover as vocações ao sacerdócio: “não esqueçamos que João Maria Vianney aprendeu a amar a Deus e ao próximo na família que é o berço das vocações!”   Sua vida   São João Maria Vianney é conhecido como o Cura d’Ars por causa do nome do povoado no qual serviu durante 41 anos. Foi um grande confessor, tinha o dom da profecia, recebia ataques físicos do demônio e viveu entregue à mortificação e à oração. É o padroeiro dos párocos.   Seu grande amor pela salvação das almas o levava a passar cerca de 11 horas no confessionário onde arrancou muitas almas do demônio que furioso o atacou, inclusive fisicamente, durante 35 anos.   Em fevereiro de 1818 o transferiram para Ars. O Vigário Geral lhe disse: "não há muito amor nessa paróquia, você lhe infundirá um pouco". Quando chegou ao lugar disse uma profecia, "a paróquia não será capaz de conter as multidões que virão aqui".   Como era um povoado muito atraído pelo mundano, quando saía para rezar pelos prados falava com os camponeses sobre as colheitas, o tempo, suas famílias. Preocupava-se com os pobres e vivia intensamente a virtude da humildade.   Era muito desapegado das coisas materiais, dormia no chão do seu quarto porque deu a cama de presente, comia somente batatas e de vez em quando um ovo cozido.   Sempre dizia que “o demônio não tem tanto medo da disciplina; mas teme realmente à redução de comida, bebida e sono".   Uma vez o demônio tremeu a sua casa por 15 minutos, em outra ocasião quis tira-lo da Missa e incendiou a sua cama, mas o santo mandou outras pessoas apagarem o fogo e não deixou o altar. O demônio fazia muito barulho para não deixá-lo dormir e também lhe gritava da janela: "Vianney, Vianney come batatas".   Uma das sequelas da Revolução Francesa –que foi marcadamente anticatólica– foi a ignorância religiosa. Para tentar remediá-la passava noites inteiras na pequena sacristia de sua paróquia escrevendo e tentando memorizar os seus sermões. Não tinha boa memória e tinha muita dificuldade de lembrar o que escrevia.   Ensinava o Catecismo às crianças e lutou para que as pessoas não trabalhassem ou estivessem em bares aos domingos.   Sua popularidade foi crescendo e eram milhares as pessoas de todas as partes que chegavam para confessar-se com ele. Confessou mais de 100 mil pessoas no último ano de sua vida.   Concederam ao povo a permissão de construir uma Igreja, o que garantiria a permanência do santo. Seu doce amor pela Virgem Maria levou a que consagre a sua Paróquia à Mãe de Deus. Até agora, a imagem de Nossa Senhora que ele colocou na entrada continua no mesmo local.   Na madrugada do sábado, 4 de Agosto de 1859, o Cura d’Ars partiu para a Casa do Pai. Seu corpo permanece incorrupto na igreja de Ars.   Em 8 de Janeiro de 1905, O Papa Pio X o Beatificou e na festa de Pentecostes em 31 de maio de 1925, O Papa Pio XI o declarou Santo.    

Papa Francisco nomeia três bispos no Brasil

25/02/2015 - 02:17 pm .- A Santa Sé informou que o Papa Francisco nomeou novos bispos para as dioceses brasileiras de Luz (MG), Três Lagoas (MS) e Campo Grande (MS), um deles nascido na Polônia.   O Vaticano indicou que o novo Bispo de Luz é o Pe. José Aristeu Vieira, nascido em 1952 em Rio Vermelho (MG). Foi ordenado sacerdote em 1979 e exerceu, entre outros, o cargo de pároco, diretor espiritual e professor de seminário, coordenador da Pastoral Vocacional, administrador paroquial. Atualmente era pároco da Imaculada Conceição em Buritizeiro (MG).   A Diocese de Luz tem 494.000 habitantes, dos quais 397.000 são católicos. Tem 75 sacerdotes e 47 religiosos.   Por sua parte, o novo Bispo de Três Lagoas é o Pe. Luiz Gonçalves Knupp. Nasceu em 1967 na cidade de Mandaguari (PR) e foi ordenado sacerdote em 1999. Em seu ministério pastoral foi, entre outros, administrador paroquial, pároco, diretor espiritual de seminários. Atualmente era pároco de Nossa Senhora de Fátima em Maringá.   A Diocese de Três Lagoas tem 252.000 habitantes, dos quais 190.000 são católicos. Tem 17 sacerdotes, 54 religiosos e 12 diáconos permanentes.   Além disso, o Papa nomeou o Pe. Janusz Danecki, OFM Conv, como Bispo auxiliar de Campo Grande. Nasceu em 1951 em Sochaczew (Polônia), pronunciou os votos solenes em 1975 e foi ordenado sacerdote em 1977.   Em seu ministério sacerdotal, foi, entre outros, pároco em Niepokalanov e Lodz (Polônia) e como missionário no Brasil, formador de postulantes, superior de comunidade, diretor nacional da Milícia da Imaculada, pároco, reitor do seminário franciscano em Brasília, guardião do convento, vigário provincial. Atualmente era pároco de Nossa Senhora de Fátima na prelazia de Tefé (AM).   A Diocese de Campo Grande tem 913.096 habitantes, dos quais 543.292 são católicos. Tem 106 sacerdotes, 280 religiosos e três diáconos permanentes.

Comunhão para divorciados em nova união? Bispos africanos têm outras preocupações, afirma Cardeal Napier

24/02/2015 - 03:52 pm .- Um importante Cardeal africano indicou que os bispos do continente querem que o próximo sínodo no Vaticano se enfoque em fortalecer a Igreja com boas famílias, em lugar de desviar-se em outros temas tais como o debate sobre a possibilidade de dar a Comunhão aos divorciados em nova união.   O Arcebispo de Durban (África do Sul), Cardeal Wilfrid Napier, esteve em Roma recentemente para uma reunião dos bispos africanos, conhecida como Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM), com o Papa Francisco.   Em meados de fevereiro, o Cardeal Napier disse ao Grupo ACI que se reuniu com um grupo de cardeais para discutir os temas que apresentariam em outubro, no Sínodo sobre a Família que será realizado em Roma.   “E o primeiro que dissemos foi que temos que enfatizar que temos bons matrimônios, temos boas famílias; primeiro e principalmente sejamos positivos”, disse.   Em segundo lugar, continuou, “como podemos assegurar que a próxima geração também tenha boas famílias e bons matrimônios? Por isso a preparação e o acompanhamento são duas coisas nas quais realmente temos que nos concentrar”.   O Cardeal Napier enfatizou que as boas famílias e a preparação das boas famílias no futuro, eram a sua resposta à pergunta sobre a suposta abertura de um bispo africano a admitir a Comunhão aos divorciados em nova união.   John Allen do site Crux escreveu em 11 de fevereiro que o Arcebispo de Accra (Gana), Dom Gabriel Palmer-Buckle, disse que “está aberto a permitir que os católicos divorciados e civilmente casados novamente recebam a Comunhão, desmentindo impressões de uma posição africana uniformemente hostil à mudança nestes temas”.   Allen não citou Dom Palmer-Buckle, mas escreveu que o Prelado diz que está disposto a “votar sim” sobre “a proposta de Kasper”.   O Cardeal alemão Walter Kasper foi quem sugeriu que a Comunhão possa ser entregue, em certos casos, àqueles divorciados em nova união, sem precisarem de um decreto de nulidade de seu primeiro matrimônio.   Depois de discutir a necessidade de fortalecer as famílias agora e no futuro, o Cardeal Napier se referiu aos comentários do Arcebispo de Gana.   “Um dos cardeais teve a ideia de telefonar para o homem em questão (Dom Palmer-Buckle) e ele disse ‘olha, estava falando de forma muito geral, é verdade que isso surgiu e a minha resposta foi (que) em casos como este, temos que olhar caso por caso, não se pode fazer uma declaração geral de que se pode dar a Comunhão às pessoas que estão (divorciadas e) em nova união”.   O Cardeal Napier indicou que embora saiba que este tema “sairá de novo, gostaríamos, como grupo de líderes da Igreja na África, não ser desviados em temas, problemas, sem primeiro olhar para as coisas boas que temos e como podemos fortalecer a Igreja através de bons casamentos e boas famílias”.   Dom Palmer-Buckle foi eleito pela Conferência Episcopal de Gana como seu delegado no Sínodo da Família de 2015.   Essa mesma conferência episcopal adotou em 15 de novembro de 2014, ao concluir a sua assembleia plenária, um comunicado que destaca “o perene e imutável ensinamento da Igreja sobre a família”, e que “Deus determinou que o matrimônio seja indissolúvel como Jesus afirmou, ‘o que Deus uniu, que o homem não separe’”.   No mesmo comunicado, os Bispos da Gana, entre eles Dom Palmer Buckle, assinalaram que “a Igreja também continuará ensinando que o divórcio de um cônjuge vivo e fiel não está permitido pela Igreja porque separa o que Deus uniu”.   A Igreja, indicaram os Bispos “sofre com aqueles que não são admitidos à Comunhão devido a seu status marital, e continuará caminhando com eles na fé para animá-los a não caírem na desesperança”.   Consultado sobre a preparação dos bispos africanos para o próximo Sínodo, o Cardeal Napier disse que as conferências episcopais já examinaram um questionário preparado para o Sínodo dos Bispos.   “Seguindo meu conselho, os bispos decidiram que simplificariam o questionário e o enfocariam em cinco áreas que sairão no documento final”.   A primeira destas áreas, disse, “é a questão chave da preparação e acompanhamento do matrimônio”.   Referindo-se à exortação apostólica “Familiaris consortio” de São João Paulo II, depois da conclusão do Sínodo da Família de 1980, o Cardeal Napier disse que “não só estamos falando sobre a preparação para o dia do casamento mas, sobretudo, sobre o programa de catequese do tempo da Crisma até o matrimônio”.   “E acompanhamento então pelos primeiros quatro ou cinco anos: tendo casais na paróquia acompanhando os casais de recém-casados”.   A segunda área de perguntas que os bispos africanos farão envolve o ministério “quando um matrimônio se rompe”, e a terceira preocupação é a coabitação, indicou o Cardeal.   “Muitos casais estão vivendo juntos antes do casamento. O que está fazendo com que eles ajam assim? Que diferença faz para eles casar-se? Todo este tipo de perguntas, temos que encontrar qual é a causa disto”.   A quarta área, indicou, é “a questão de quando um matrimônio se rompe, quão acessíveis são os tribunais para investigar esse matrimônio, e declará-lo nulo e sem efeito se esse fosse o caso?”   A quinta área “são as situações extraordinárias que algumas famílias têm que viver” tais como pais solteiros e lares sustentados pelos filhos.   O Cardeal Napier também destacou que é “absolutamente” importante que os fiéis rezem pelo Sínodo e pelos bispos que participarão dele.   “Acho que para este Sínodo, especialmente porque é sobre uma coisa tão vital como a família e o matrimônio, necessitamos de muitas orações” disse, e destacou que a Adoração Eucarística “é uma das melhores, acredito”.  

RECOMENDAMOS »

Mar
1

Católico em dia

1 de março de 2015

  • Você sabia que: O título de Cardeal foi reconhecido por primeira vez durante o pontificado de Silvestre I (314-335). O termo vem da palabra latina cardo, que significa "dobradiça".

Videos

Santo Antônio de Pádua
Santo Antônio de Pádua
San José de Anchieta
A falta de oração leva à mediocridade espiritual
Papa Francisco: Nem a doença, nem a morte, poderá nos separar de Cristo
O Papa: A Igreja é a casa da Alegria
A comunhão fraterna leva à comunhão com Deus, diz o Papa
O Papa no Encontro Mundial das Famílias: Viver a Reconciliação Sempre
Maria é modelo de caridade e união com Cristo, destaca o Papa
Francisco exorta a rezar sempre sem jamais cansar-se
Rezar e anunciar o Evangelho é tarefa de todo cristão, afirma Francisco
Deus, nossa força, nos surpreende e nos pede sermos fiéis
O verdadeiro cristão segue o Senhor até a Cruz
A fé é a respiração da alma
Papa Francisco sobre Naufrágio em Lampedusa: uma vergonha!
Deus sempre acompanha a humanidade ao longo da história
Bento XVI: Jesus nos mostra o rosto de Deus
Bento XVI recorda que devemos ser sinais da ação de Deus no mundo
Bento XVI: é urgente falar de Deus no mundo atual
Bento XVI: Deus não é um absurdo embora seja sempre um Mistério
Bento XVI fala de três vias para que o coração do homem chegue a Deus
O homem, mendigo de Deus: catequese de Bento XVI
A fé nunca é um ato puramente individual, destaca Bento XVI
Bento XVI: Não nos basta a ciência, é a fé que nos sustenta
Bento XVI: a plenitude humana consiste no amor
Missa de abertura do Ano da Fé

Mais Popular

  Assinar 
Cancelar Assinatura
  

Siga-nos: