
ROMA, 07 Jan. 13 / 09:30 am (ACI).- O Patriarca Latino de Jerusalém, Sua Beatitude Fouad Twal, lançou um chamado à sociedade internacional frente à situação de intolerância contra os cristãos do Oriente Médio.
Em uma entrevista concedida a Rádio Vaticano, o patriarca Twal afirmou que "atualmente, Oriente Médio em sua totalidade se converteu em Igreja do calvário".
"No passado eu dizia que nós em Jerusalém somos a Igreja do calvário, mas a situação na SÃria é ainda pior que a nossa. Não podemos esquecer a SÃria, não podemos esquecer aos cristãos que vivem ali, não podemos permanecer calados, a violência em si mesma merece ser condenada", indicou.
Além disso, o patriarca assinalou que depois da guerra civil na SÃria, possivelmente o pior esteja por chegar, "o pior na SÃria é a incógnita do que virá depois da guerra, não sabemos o que acontecerá. Há um plano internacional para mudar a situação, mas sobre o que realmente ocorrerá depois há um silêncio total", opinou.
Neste sentido assinalou que o paÃs poderia terminar na mesma situação de pobreza e fome que sofrem hoje em dia o Iraque e o Egito. "Está claro que será o mesmo. Nós, é obvio, esperamos que não seja assim, mas mudar por mudar não serve se falamos de direitos humanos, do respeito da pessoa e da paz no Meio Oriente", disse.
A respeito disso, explicou que acolhem a centenas de refugiados sÃrios na Jordânia, o pulmão do patriarcado, e de onde provêm a maioria dos sacerdotes e seminaristas cristãos.
Jordânia até agora é o único paÃs onde existe a estabilidade e onde os cristãos e os não cristãos podem refugiar-se. Esse é o caso de muitos iraquianos, sÃrios e egÃpcios que chegam procurando trabalho.
"Pergunto-me, às vezes, o que ocorreria com estes cristãos se acontecesse alguma coisa na Jordânia. Aonde irão? Para a Arábia Saudita? É realmente preocupante", disse o patriarca expressando seu temor ante a ante a pressão muçulmana na zona.
Nesta mesma linha, assinalou que a situação dos cristãos piorou em 2012, durante o qual se registraram numerosos ataques vândalos contra as Igrejas e conventos cristãos por mãos de muçulmanos e israelenses.
"As autoridades israelenses condenaram tais atos, mas além das palavras não vi um seguimento e estes culpados não foram ainda detidos", lamentou.
Ante o Ano da Fé que se estenderá até novembro de 2013, considerou que Oriente Médio apresenta uma Igreja que deve traçar com força sua fé, porque "considerando o difÃcil e complicado contexto em que vivemos, francamente, necessitamos de mais fé para poder resistir à s dificuldades e continuar a dar testemunho com maior entusiasmo", concluiu.
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