
Roma, 24 Set. 12 / 11:44 am (ACI/EWTN Noticias).-
O Vigário Apostólico de Aleppo (SÃria) para os católicos de rito latino, o sacerdote franciscano Abou Khazen, denunciou que do exterior só chegam à região armas "que alimentam a morte e a destruição".
Em declarações à agência vaticana Fides, o presbÃtero explica a trágica situação da população frente ao conflito e afirmou que "há dezenas de milhares de famÃlias deslocadas na zona metropolitana de Aleppo, que fugiram dos bairros onde existem combates. Procuram refúgio nas escolas, igrejas, mesquitas, edifÃcios públicos e em muitos outras habitações improvisadas".
"Devem comer, beber, dormir, vestir-se, curar-se. Muitos voluntários de nossas comunidades estão se encarregando deles, junto com outros grupos de voluntários sÃrios".
O sacerdote recorda que as intervenções de atenção à s necessidades básicas das pessoas são as únicas ações coletivas que caracterizam a comunidade cristã como tal frente ao conflito armado entre os rebeldes e as forças leais que há dois meses estão destruindo esta cidade sÃria, com ataques aéreos e ataques pelas ruas.
Sobre as notÃcias que circulam a respeito de grupos de cristãos que decidiram formar patrulhas de autodefesa armada para defender suas famÃlias e seus lares dos ataques que sofrem por parte dos milicianos estrangeiros, o franciscano afirma que "a Igreja não faz outra coisa que pregar o amor e a paz para todos, inclusive nas situações trágicas como as que estamos vivendo".
"Logo cada um responde em consciência. Mas a imagem posta em circulação de grupos cristãos que se armam pode ter efeitos tremendos. É como um sinal: já que estão armados, (os milicianos) devem ir lá e matá-los todos".
Precisamente o fluxo de armas que chega do exterior, segundo o padre Khazen, é a prova mais eloqüente da falta de responsabilidade internacional no conflito sÃrio: "outros paÃses deveriam obrigar os opositores à trégua e logo a ver juntos como é possÃvel sair desta tragédia".
"Em troca, de fora do paÃs não chega ajuda para os deslocados. Só enviam mais armas, o que alimenta a morte e a destruição", concluiu.
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