"Viemos adorá-lo" (Mt 2,2)

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Notícias do sexto dia da JMJ

21 agosto, 2005


Santo Padre com muçulmanos: Frear a onda de fanatismo cruel é tarefa árdua mas não impossível

COLÔNIA, 2005-08-21 (ACI).- No encontro na cidade de Colônia, com os representantes da comunidade muçulmana na Alemanha, o Papa Bento XVI assinalou que é necessário extirpar dos corações o “sentimento de rancor, contrastar toda forma de intolerância e nos opor a cada manifestação de violência, para frearmos a onda de fanatismo cruel, que põe em perigo a vida de tantas pessoas, obstaculizando o progresso da paz no mundo. A tarefa é árdua, mas não impossível”.

“Meu querido predecessor –recordou o Pontífice– o Papa João Paulo II, disse um dia aos jovens muçulmanos reunidos no estádio de Casablanca, em Marrocos: «Os jovens podem construir um futuro melhor se colocam em primeiro lugar sua fé em Deus e se empenham em edificar com sabedoria e confiança um mundo novo segundo o plano de Deus».

Esta é a perspectiva desde a qual me dirijo a vós, queridos amigos muçulmanos, para compartilhar as minhas esperanças e fazer-vos partícipes de minhas preocupações, nestes momentos particularmente difíceis da história do nosso tempo”. Seguidamente indicou estar seguro de “interpretar também seu pensamento ao sublinhar, entre as preocupações, a que nasce da constatação do difundido fenômeno do terrorismo”.

“O terrorismo, seja qual for a sua origem, é uma opção perversa e cruel, que desdenha o direito sacrossanto à vida e corrói os fundamentos de toda convivência civil”, acrescentou.Do mesmo modo, o Papa precisou que a vida de cada ser humano “é sagrada, tanto para os cristãos como para os muçulmanos” e por essa razão “temos um grande campo de ação no qual devemos  nos sentir unidos no serviço aos valores morais fundamentais.

A dignidade da pessoa e a defesa dos direitos que de tal dignidade se derivam devem ser o objetivo de todo projeto social e de todo esforço por levá-lo adiante. Esta é uma mensagem confirmada de maneira inconfundível pela voz suave, porém clara, da consciência”.

“Uma mensagem que deve escutar e fazer escutar: se cessasse seu eco nos corações, o mundo estaria exposto às trevas de uma nova barbárie. Só se pode encontrar uma base de concordància reconhecendo a centralidade da pessoa, superando eventuais contraposições culturais e neutralizando a força destruidora das ideologias”, enfatizou o Papa.

De outro lado, o Santo Padre fez memória das ocasiões em que cristãos e muçulmanos se enfrentaram em nome de Deus e demarcou que “nós queremos procurar as vias da reconciliação e aprender a viver respeitando cada um a identidade do outro. A defesa da liberdade religiosa, neste sentido, é um imperativo constante, e o respeito das minorias um sinal indiscutível de verdadeira civilização”. Logo citou o que a declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II, diz sobre os muçulmanos.

“«A Igreja olha também com aprecio aos muçulmanos que adoram ao único Deus, vivo e subsistente, misericordioso e onipotente, Criador do céu e da terra, que falou com os homens, a cujos ocultos desígnios procuram submeter-se por inteiro, como se submeteu a Deus Abraão, a quem a fé islâmica se refere de bom grau”. Além disso, Bento XVI assegurou, referindo-se à liderança dos encarregados de outros muçulmanos, que “o ensino é o veículo pelo que se comunicam idéias e convicções.

A palavra é a via mestra na educação da mente. Têm, portanto, uma grande responsabilidade na formação das novas gerações. Juntos, cristãos e muçulmanos, temos que confrontar os numerosos desafios que nosso tempo nos coloca. Não há espaço para a apatia e o desinteresse, e menos ainda para a parcialidade e o sectarismo. Não podemos ceder ao medo nem ao pessimismo”.“Devemos mas bem fomentar o otimismo e a esperança.

O diálogo inter-religioso e inter-cultural entre cristãos e muçulmanos não pode reduzir-se a uma opção temporânea. Certamente, é uma necessidade vital, da qual depende em grande parte nosso futuro”, asseverou o Santo Padre. Ao finalizar seu discurso, o Papa desejou “de todo coração que Deus misericordioso e compassivo vos proteja, vos abençoe e vos ilumine sempre. O Deus da paz conforte nossos corações, alimente nossa esperança e guie nossos passos pelos caminhos do mundo”.


Sacerdote peruano: Encontro do Papa com seminaristas é amostra de unidade

COLÔNIA, 2005-08-21 (ACI).- Um jovem sacerdote peruano, que acompanha à delegação do Movimento de Vida Cristã aqui na JMJ Colônia 2005, participou do encontro que teve ontem o Papa com os seminaristas e comentou que o encontro com Bento XVI foi uma amostra “da unidade e do desejo de querer compartilhar a experiência de fé, a experiência da vocação com pessoas de diferentes lugares”.

Em diálogo com o ACI Prensa, o Padre Enrique Granados, de 34 anos e membro do Sodalicio de Vida Cristã –uma sociedade de vida apostólica fundada no Peru em 1971– indicou que “o encontro que tivemos os seminaristas e os sacerdotes com o Santo Padre foi uma experiência muito bonita de encontro com toda a Igreja”.

“Haviam seminaristas e sacerdotes de 89 países, inclusive da China e de Cuba”, adicionou.O sacerdote contou que “foi muito emocionante quando mencionaram a China” porque toda a “igreja começou a aplaudir muito, justamente porque é uma Igreja perseguida, em problemas”.Para o presbítero, este encontro do Papa com os seminaristas, sacerdotes e formadores foi uma “amostra de fraternidade” em que puderam conversar com “seminaristas irlandeses, espanhóis, poloneses.

Via-se uma unidade e um desejo de querer compartilhar a experiência da fé, a experiência da vocação com pessoas de diferentes lugares”.Deste modo o presbítero precisou que “é interessante ver como no fundo o que nos une é a fé em Jesus Cristo. Pode haver distâncias, podem existir pessoas que recém se conhecem mas o idioma é o mesmo: O idioma da fé, da unidade da Igreja”.

Uma das coisas que mais tocou ao presbítero foram as palavras do Papa quando se dirigiu aos presentes e afirmou que estas “foram dirigidas a descobrir o imenso valor de nossa vocação, a centrar nossa vida em Cristo. Como nós entregamos nossa vida a Cristo para que outros vejam essa luz e também sigam ao Senhor”.

O P. Granados também comentou que durante o encontro, “os gritos de ´Viva o Papa´ e ´Viva a Igreja´ repetiam-se espontaneamente. Os gritos eram em espanhol porque haviam muitos espanhóis”. “Um grupo de salvadorenhos era quem mas gritava, e também havia um grupo grande de norte-americanos”, acrescentou.Finalmente, o presbítero ressaltou que “vivia-se esse desejo de manifestar o amor pela Igreja, ao Santo Padre, com todos seus ensinamentos e com todas as exigências que estes implicam”.


Assim foi a Vigília no Marienfeld da JMJ Colônia 2005

COIMBRA, 2005-08-21 (ACI).- 800 mil jovens provenientes de todas partes do mundo participaram ativamente da Vigília de oração da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Colônia 2005.

Para o evento se contou com a presença de dois coros, dirigidos por Andreas Höfling, um conjunto musical de 15 pessoas liderado por Thomas Gabriel e a direção litúrgica do Padre Manfred Kollig.O início da Vigília esteve marcado pela colocação da cruz ao pé da colina das 70 nações e a música do conjunto musical. Seguidamente, o Santo Padre benzeu um grande sino em memória do recordado servo de Deus, João Paulo II.

Durante o ato os peregrinos não deixavam de aplaudir e dar vivas em honra ao falecido Pontífice, cuja comemoração terminou com o reiterado tangido do sino já bento.Continuando com a tradição das distintas JMJs que se realizaram até agora, dois jovens, um italiano e uma alemã, deram seu testemunho de vida cristã e puderam conversar brevemente com o Papa.

Um grupo de seis jovens índios –cinco homens e uma mulher– realizaram, por sua parte, uma apresentação pantomímica na colina que procurava ser uma espécie de antífona para o salmo que se rezou; e logo do correspondente procesional, um diácono leu do evangelho de Mateus, o relato dos reis magos.

Conforme ao caminho espiritual desenvolvido para a JMJ se lê a perícopa vigente para todos os dias até a frase: “Entraram na casa; viram o menino com Maria, sua mãe e, prostrando-se, Adoraram-lhe.” A seguir se leu o resumo do evangelho em inglês, francês, espanhol, italiano e polonês;  com o canto do aleluia. Um grupo de jovens levou até o altar um ícone da Virgem Maria, que foi colocado perto do altar se localizado especialmente para a celebração da Missa de amanhã.

Parte importante e central da vigília, além do discurso do Papa Bento, foi a adoração eucarística, em que se entoaram cantos como o Tantum Ergo e no que todos os presentes participaram com especial devoção. A luz do Presépio é levada ao Papa por dois escoteiros, que a distribuem logo a todos os participantes com os círios de aproximadamente dois metros para compartilhar a luz que acabam de acender.

Houveram outros cantos e orações com os que concluiu a Vigília, que procurou de maneira clara, destacar a centralidade da Eucaristia na vida dos jovens católicos. Os jovens pernoitarão agora no campo e esperarão à Missa de Clausura que será presidida pelo Papa Bento XVI às 10h, hora local.


Luminosa e espontânea homenagem a João Paulo II no Marienfeld

COLÔNIA, 2005-08-21 (ACI).- A figura do Servo de Deus, Papa João Paulo II, está presente na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Colônia 2005 e na memória de todos os jovens que se reunem aqui para celebrar sua fé. Prova disso é a singela homenagem que uns mexicanos lhe rendem no Marienfeld.

O setor E1, uma das muitas seções nas quais está dividido o grande Marienfeld (Campo de Maria) é o lugar em que alguns mexicanos colocaram o cartaz com a imagem do falecido Pontífice.
Sem querer, converteram seu setor em lugar de passagem obrigado para todos os peregrinos que se encontram aqui, à espera da Missa final que se celebrará amanhã domingo com o Papa Bento XVI. Ninguém é indiferente a este grande retrato de aproximadamente dois metros de alto por um metro e meio de largura.

Em diálogo com o ACI Prensa, Dália Guerreiro, uma mexicana radicada nos Estados Unidos, relata que a idéia de levar o pôster foi do coordenador de seu grupo paroquial nos Estados Unidos, Alejandro Jaramillo.

“Desde que viemos aqui em peregrinação todos os que se cruzavam conosco tiveram algo que fazer com a imagem de João Paulo II. Alguns se faziam o sinal da cruz, outros simplesmente viravam para olhar, mas todos tinham alguma reação positiva ao ver a grande foto do Papa. De fato não é fácil transportá-la porque andar com ela nos significa  procurar sempre espaço extra para colocá-la”, comenta Guerrero.

“Nunca vamos esquecer a João Paulo II. O Papa de agora parece bom também mas João Paulo II tinha um carisma muito especial”, diz Dália.

Uma coisa que lhe chama a atenção  e que também pudemos apreciar “é a quantidade de velas que os jovens colocaram aos pés da imagem. Nós pusemos umas cinco; e agora devem haver 40 ou 50”, indica.

“Todos os que passam param, rezam e olham para a foto; e alguns lhe deixam  a vela que levam. De verdade que é tudo muito bonito”, destacou a mexicana.


"Vamos acordar!": Todos em pé e preparados para a Missa no Marienfeld

COLÔNIA, 2005-08-21 (ACI).- "Bom dia a todos e bem-vindos ao último dia desta Jornada Mundial da Juventude Colônia 2005", escutou-se às 7.35h (hora local) em cinco idiomas distintos, para que os quase 800 mil jovens que se encontram no Marienfeld se aprontem para a Missa de Clausura que se iniciará às 10h.

Os encarregados de acordar os jovens que lotaram o Marienfeld acordaram a todos em alemão, primeiro; logo em francês, em espanhol, em italiano e em polonês.Muitos jovens já estavam levantados desde cedo, provavelmente porque durante toda a noite fez um frio intenso que se calcula em 13 graus centígrados.

Apesar da névoa que cobria o Campo da María e emboram o frio nessa hora da manhã, os jovens ovacionaram cada uma das saudações, e logo um grupo musical interpretou o hino Emmanuelle, que foi a canção oficial da JMJ Roma 2000.


Jovens ibero-americanos esperançosos logo da mensagem de Bento XVI

COLÔNIA, 2005-08-21 (ACI).- Em meio de um grande ambiente de festa, caracterizado pelas danças e os cantos de louvor a Deus de muitos dos peregrinos que assistiram à Vigília da Jornada Mundial da Juventude (JMJ); vários deles compartilharam seu testemunho e opinaram sobre as palavras que o Papa Bento XVI dirigiu aos assistentes.

Em diálogo com ACI Prensa, a espanhola Rocio Yañez, que chegou a Colônia de Madrid, afirma que “tudo isto está muito bonito e o que disse o Papa no discurso é verdade, porque ele é o Papa. É o Papa e ponto”. Por sua parte, Leandro Marciano do Uruguai, indica que tudo é “simplesmente espetacular. Bento XVI comunica a Cristo e nos dá mais razões para acreditar, para seguir o caminho.

O que nos disse na sua mensagem também faz parte dessa tarefa que devemos cumprir para poder ajudar na construção de seu reino”.Mery Cortês é uma peruana radicada nos Estados Unidos, que chegou a Colônia depois de uma viagem bastante longa e difícil. “Estou acompanhando a muitos jovens que vêm comigo desde Chicago.

Não foi fácil chegar até aqui mas valeu a pena para poder escutar a Bento XVI. Ainda não o conhecemos muito mas o que disse nos enche de esperança e nos alenta a seguir”.República Dominicana também tem alguns representantes nesta JMJ Colônia 2005. Ernesto Guevara é um jovem que veio junto com outros 46 desde Santo Domingo.

“Somos um grupo de 47 pessoas as que viemos desde Santo Domingo e que pertencemos ao Caminho (Neocatecumenal). É impressionante ver tanta gente de tantos lugares compartilhando sua fé em Deus. É muito bom que todos tenhamos a mesma fé. O que o Papa disse enche a todos de esperança e nos indica a rota a seguir”, ressalta.

Desde Temuco, Chile, David Castro e outros mais chegaram para encontrar-se também com o Papa Bento XVI e escutá-lo. “Esta é uma muito boa experiência e me alegra poder estar aqui. É uma experiência que não vou esquecer jamais e que me serve para crescer na fé e para alimentar minha esperança. Bento XVI pode contar conosco”, destacou.


Dom Rylko saudou o Papa e assinalou que jovens estão “orgulhosos de ser cristãos"

COLÔNIA, 2005-08-21 (ACI).- Ao finalizar a Missa de Clausura, Dom Stanislaw Rylko, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos se dirigiu ao Santo Padre e afirmou que os jovens estão “orgulhosos de ser cristãos, de ser discípulos de Cristo Mestre! Aqui  o senhor tem a Igreja jovem, uma Igreja cheia de esperança e de entusiasmo missionário!”.

Dom Rylko indicou que “chegamos ao momento culminante da vigésima Jornada Mundial da Juventude que celebramos em Colônia”.

“Felix Colônia! És hoje verdadeiramente bendita –continuou o Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos– cidade de Colônia, tu que em tua longa história nunca assististe a uma manifestação de fé tão importante, tão transbordante de fervor e entusiasmo!”“Felix Europa! –prosseguiu o Arcebispo– És hoje verdadeiramente feliz, Europa, tu que nestes jovens cristãos voltas a encontrar a memória das raízes das quais nasceste, raízes que teceram a tua identidade mais profunda e que são garantia  do teu futuro!”.

Felix  Ecclesia! És hoje verdadeiramente bendita, Igreja tu que nestes filhos mostras ao mundo teu rosto sempre jovem”, acrescentou. Finalmente Dom Rylko agradeceu a Bento XVI “por ter presidido esta Jornada mundial! Obrigado pelas palavras que dirigiu aos jovens participantes; com elas Sua Santidade tocou os seus corações!”.

“Todos estão preparados para partir de Colônia como jovens apóstolos do terceiro milênio!”, finalizou. Logo da saudação, em uma singela cerimônia, o logotipo que presidiu esta JMJ Colônia 2005 foi entregue por partes a um jovem representante de cada um dos cinco continentes. O encarregado de dar cada uma das peças aos jovens foi o Arcebispo de Colônia, Cardeal Joachim Meisner, ante os aplausos de um milhão de peregrinos presentes.


Bento XVI: Próxima JMJ será em Sydney, Austrália em 2008

COLÔNIA, 2005-08-21 (ACI).- Antes de iniciar a reza do Ângelus, o Papa Bento XVI anunciou, ante a ovação da multidão presente, que a seguinte Jornada Mundial da Juventude se realizará na cidade de Sydney, na Austrália, no ano 2008.

Do mesmo modo, o Santo Padre indicou que a palavra obrigado “Deus mesmo a gravou nos seus corações e a rubricou com a Eucaristia”, ante a ovação dos jovens presentes no Marienfeld.

O Santo Padre explicou que “a palavra agradecimento, que nasce da fé, se expressa no canto de louvor a Ele, Pai, Filho e Espírito Santo, que nos deu uma prova mais do seu imenso amor”.Seguidamente, agradeceu a todos aqueles que se encarregaram da organização desta JMJ Colônia 2005, começando pelo Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Dom Stanislaw Rylko, o Arcebispo de Colônia, Cardeal Joachim Meisner; e às autoridades políticas e administrativas que estiveram envolvidas na mesma.

Ao finalizar a oração mariana, o Pontífice despediu calorosamente aos jovens em nove idiomas distintos: francês, inglês, espanhol, italiano, polonês, português, filipino, swahili e alemão, exortando aos presentes a “adorar a Cristo em seu coração” já que o encontraram e a estar “sempre dispostos a dar razão de sua esperança”.


O Papa em Missa de Clausura do JMJ: "Que o mundo veja que são cristãos"

COLÔNIA, 2005-08-21 (ACI).-  No marco de uma emotiva clausura da Jornada Mundial da Juventude, o Papa Bento XVI chamou os jovens a fortalecer sua identidade cristã e dar  testemunho dela ao mundo inteiro.

Durante sua homilia, o Pontífice afirmou que “na Última Ceia Jesus Cristo se entrega. O que está acontecendo? Como Jesus pode repartir seu Corpo e seu Sangue? Fazendo do pão seu Corpo e do vinho seu Sangue, Ele antecipa sua morte, a aceita no mais íntimo e a transforma em uma ação de amor.

O que desde o exterior é violência brutal, desde o interior se transforma em um ato de um amor que se entrega totalmente”. “Este é, agora, o ato central de transformação capaz de renovar verdadeiramente o mundo: a violência se transforma em amor e, portanto, a morte em vida.

Dado que este ato converte a morte em amor, a morte como tal está já, desde seu interior, superada; nela está já presente a ressurreição. A morte foi, por assim dizer, profundamente ferida, tanto que, de agora em diante, não pode ser a última palavra”, precisou o Papa.

Logo de explicar que a palavra adoração significa, em grego, o gesto de submissão; e que em latim significa contato boca a boca, abraço, amor; Bento XVI explicou que “a hora de Jesus é a hora na qual vence o amor.

Em outras palavras: é Deus quem venceu, porque Ele é Amor. A hora de Jesus quer chegar a ser nossa hora e o será, se nós, mediante a celebração da Eucaristia, nos deixamo arrastar por aquele processo de transformações que o Senhor pretende.

A Eucaristia deve chegar a ser o centro das nossas vidas”, enfatizou. O Papa também exortou às centenas de milhares de jovens presentes a não deixar-se “dissuadir de participar da Eucaristia dominical e ajudar também a outros a descobri-la”.

“Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la”, adicionou. Imediatamente depois, o Papa pediu aos peregrinos descobrir "a íntima riqueza da liturgia da Igreja e sua verdadeira grandeza: não somos nós os que fazemos festa para nós, mas é, pelo contrário, o próprio Deus vivente quem prepara uma festa para nós”.

Respeito a sua relação com o sacramento da penitência, o Papa disse aos jovens que “com o amor à Eucaristia redescobrirão também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre iniciar de novo nossa vida”.Eucaristia e evangelizaçãoMais adiante, o Papa recordou que quem “descobre a Cristo deve levar a outros até Ele.

Uma grande alegria não se pode guardar somente para si mesmo. É necessário transmiti-la” no meio do mundo que se esqueceu de Deus. Advertiu também de uma espécie de boom religioso no qual cada qual “escolhe aquilo que agrada, e alguns também tiram proveito disso.

Mas a religião procurada à ´medida de si próprio´ ao final não nos ajuda. É cômoda, mas no momento de crise nos abandona à nossa sorte. Ajudem aos homens a descobrir a verdadeira estrela que indica o caminho: Jesus Cristo! Nós mesmos tratemos de conhecê-lo sempre melhor para poder guiar também, de modo convincente, a outros para Ele”.

Novos movimentos e comunidadesLogo depois de recomendar aos presentes a aprendizagem tanto do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica como do Catecismo mesmo, o Pontífice, em espanhol, recordou que faz falta construir “comunidades alicerçadas na fé”. E se referiu aos movimentos e comunidades nos quais, nos últimos anos, “a força do Evangelho se deixa sentir com vivacidade.

Procurem a comunhão na fé como companheiros de caminhada que juntos vão seguindo o itinerário da grande peregrinação que primeiro nos assinalaram os Magos de Oriente”. “A espontaneidade das novas comunidades é importante –observou o Papa– mas é assim mesmo modo importante conservar a comunhão com o Papa e com os Bispos.

São eles os que garantem que não se estão procurando atalhos particulares, senão que certamente se está vivendo naquela grande família de Deus que o Senhor fundou com os doze Apóstolos”.Voltando a falar em alemão, o Pontífice indicou que dado que “recebemos ao mesmo Senhor e Ele nos acolhe e nos atrai para si, sejamos também uma mesma coisa entre nós. Isto deve manifestar-se na vida. Deve mostrar-se na capacidade de perdão.

Deve manifestar-se na sensibilidade para as necessidades dos outros. Deve manifestar-se na disponibilidade para compartilhar. Deve manifestar-se no compromisso com o próximo, tanto com o próximo imediato como com aquele externamente afastado, que, entretanto, nos olha sempre de perto”. Ao finalizar a homilia, o Santo Padre assegurou saber que “vocês como jovens aspiram a coisas grandes, que querem comprometer-se por um mundo melhor.

Demonstrem aos homens, demonstrem ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo e que, sobre tudo mediante seu amor, poderá descobrir a estrela que como crentes seguimos. Caminhemos com Cristo e vivamos nossa vida como verdadeiros adoradores de Deus! Amém”.Um milhão de jovens: Benedetto, Benedetto!

O início da Eucaristia, na qual assistiram, segundo o escritório de imprensa da JMJ Colônia 2005, pouco mais de um milhão de pessoas, esteve marcado pelo tangido do sino que no dia anterior o Papa benzeu em memória de João Paulo II. Na mesma, também estiveram presentes, uns nove mil sacerdotes e 800 bispos; entre os que se encontravam o Presidente do Pontifício Conselho para os leigos, Dom Stanyslaw Rylko; e o Arcebispo de Colônia, Cardeal Joachim Meisner.

Ao culminar sua homilia, os assistentes fizeram coro ao Santo Padre com o grito "Benedetto, Benedetto".



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