Um centro para os convertidos do Islã
Um centro para proteger aos islâmicos que se converteram ao cristianismo
funciona em Pambegua, no estado de Kaduna frente às constantes ameaças
por parte dos membros de sua ex-comunidade para que renunciem a sua nova religião.
Freqüentemente, as ameaças vão seguidas de violências
e espoliações.
Um dos responsáveis do centro afirmou que "a maior parte das pessoas
acolhidas recebem ameaças de sua família. Nem sequer dentro desta
estrutura estão seguras por completo, e em certos casos faz falta enviá-las
a outras regiões onde os cristãos não são tão
minoritários".
Segundo manifestou este responsável, algumas destas pessoas vão
à faculdade de teologia, outras são acolhidas por famílias
cristãs, outras se transferem a outros estados onde encontram algum trabalho.
"Houve casos de convertidos que voltaram à suas aldeias de origem
uma vez que a cólera contra eles cessara. O que volta à casa pode
tornar-se um missionário para sua própria gente", disse.
Não obstante, manifestou que há cada vez mais homens e mulheres
que estudam na escola bíblica e que, quando se formam, querem voltar
para anunciar o Evangelho a seu próprio povo.
Também pessoas da etnia fulani se dirigem ao centro de acolhida, e algumas
destas oferecem sua disponibilidade para evangelizar a seu próprio povo.
A disponibilidade dos missionários haussa e fulani é importante,
porque ambos grupos desconfiam dos estrangeiros.
Para ajudar a muitos jovens convertidos que são analfabetos estuda-se
a possibilidade de constituir grupos de escuta, que se chamariam "A fé
vem escutando". O projeto de transmissão oral da fé inspira-se
num projeto análogo dirigido às comunidades cristã de língua
yorubá e igbo, no sul.
Tirado da Agência Fides
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