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Notícias do 18 de Abril de 2012

Jovens voluntários da JMJ 2013 doaram sangue este fim de semana no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 18/04/2012 (ACI).- Seguindo uma iniciativa da campanha de voluntários da JMJ Rio 2013, jovens de diversos pontos do Rio reuniram-se para doar sangue no Hemorio localizado no centro do Rio e no Hospital Universitário Antônio Pedro em Niterói. O ato faz parte campanha "Curta, Siga e Compartilhe" que visa estimular o jovem voluntário ao exercício da caridade.

Segundo informou o site oficial da JMJ Rio 2013, apesar do horário e dia da semana, era nítida a alegria dos voluntários que chegavam ao Hemorio para colocar-se a serviço do próximo.

Gleison Campos, 20, paroquiano da Igreja de Sant’Ana, no Centro, contou que havia ido à Vigília dos Jovens Adoradores no dia anterior e dormiu pouco, e expressou “acho que estar aqui é passar pela experiência de fazer algo concreto. Não é algo da boca pra fora.”

Por sua parte, o Padre Ramon Nascimento, coordenador dos voluntários da JMJ Rio2013, também esteve na Vigília durante a madrugada e compareceu satisfeito ao evento do sábado. Ele é doador de um tipo raro de sangue, O negativo. “Já sou doador daqui”, revela o sacerdote que gerou a iniciativa do gesto que marcou o ato Compartilhe da campanha.

“Isso é um sinal de que a fé pode nos mover, fazer com que olhemos uns para outros e não somente para nós mesmos. A fé um produto da ação. A formação espiritual precisa se traduzida na prática”, afirmou Pe. Nascimento.

Dandara Villares, de 19 anos, paroquiana da Igreja de São Januário, explicou com sabedoria o que leva para si desta campanha: “É um sinal do amor que Deus tem por nós, ajudando a salvar a vida de outras pessoas. Doar sangue tem tudo a ver com a intenção da jornada”.

À tarde a campanha continuou atraindo jovens. Para Roseli Rosas de Jesus, funcionária do Hemorio, foi maravilhoso e prazeroso trabalhar no local na data. “Não houve gesto melhor que esse. Quando você doa sangue, uma vida está sendo salva”, completou.

Roseli não foi a única funcionária da instituição que apreciou a realização da atividade. Jonay Moreno, 52, trabalha buscando doadores e disse que eles precisam de jovens, “pois eles são a garantia dos doadores do futuro”. Ela conta que fez questão de trabalhar durante a ação, por considerar de “suma importância” a medida. De acordo com ela, a fundação recolhe aproximadamente 200 bolsas de sangue por dia, quando na verdade está preparada para receber 600.

Durante todo o dia, os corredores do Hemorio no Centro da cidade ficaram ‘coloridos’ de amarelo, a cor do voluntariado da JMJ 2013.

Em Niterói

O Ato COMPARTILHE, parte da Campanha do Voluntariado da JMJ Rio2013, também chegou a Niterói. Organizado pela comissão da Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração – Santuário das Almas, a ação foi realizada no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), que atende a sete municípios do estado do Rio de Janeiro.

Após os processos de triagem e entrevista, 80% das pessoas que se dispuseram a participar, puderam doar o sangue que pode ajudar a salvar até três pessoas cada um, já que o material coletado é separado em sangue, plasma e plaquetas.

Integrante da Comissão Paroquial para assuntos da Jornada, Bárbara Ribeiro, Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração – Santuário das Almas, declara que o ATO COMPARTILHE, só foi possível de ser realizado devido ao apoio da ACHUAP (Associação dos Colaborados do Hospital Antônio Pedro). Vice-presidente da Associação há três anos, Ivany Henrique foi o responsável por fazer a mediação entre o hospital e a paróquia. “A associação assumiu todos os gastos. O banco de sangue tem muita deficiência e durante a semana vem pouca gente, então é muito gratificante e importante ver o jovem participando, não só nas igrejas, mas na sociedade”, afirmou Ivany.

Para Bárbara Ribeiro, “a ideia de uma ação para doação de sangue, era ir além do ato de doar sangue em si; o nosso objetivo com este ato é o de conscientizar as pessoas que ser voluntário é fazer bem ao próximo”.


50ª Assembléia da CNBB inaugurada hoje com Celebração Eucarística no Santuário Nacional

APARECIDA, 18/04/2012 (ACI).- Segundo informou hoje o portal oficial da CNBB, teve início nesta quarta, 18 de abril, a 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil em Aparecida (SP). O tema central da reunião será "A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja".  Cerca de 350 bispos estão presentes no encontro que se realiza nas dependências do Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, construído perto do Santuário Nacional de Aparecida.

A Santa Missa no marco da inauguração da Assembléia foi realizada no Santuário Nacional de Aparecida e presidida pelo Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, a celebração contou com a participação de mais de 300 bispos que participam no encontro jubilar da Conferência.

Em sua homilia, Dom Damasceno destacou as comemorações especiais recordadas nesse evento: 60 anos da CNBB, no próximo dia 14 de outubro; jubileu do início dos trabalhos do Concílio Vaticano II e os 20 anos da promulgação do catecismo da Igreja Católica. O Cardeal lembrou ainda o “Ano da Fé”e o Sínodo dos Bispos que terão início no próximo mês de outubro.

“O Tempo Litúrgico da Páscoa é o pano de fundo da realização da 50ª Assembleia”, lembrou o arcebispo, que afirmou também o tema geral “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja” vai nortear os trabalhos e a reflexão dos prelados. “É pela fé que se participa da vida de Jesus”, disse dom Damasceno aos bispos e demais participantes na missa de hoje.

Segundo recorda a CNBB, a Assembleia terá dois momentos de solenidade.
O primeiro, na quinta-feira, na sessão das 18 horas, será feita uma homenagem ao jubileu de 50 assembleias gerais realizadas pelo episcopado brasileiro. O segundo será realizado na última sessão da próxima segunda-feira, 23 de abril, também é às 18 horas, e será dedicada ao jubileu de 50 anos do início dos trabalhos do Concílio Vaticano II.

O Cardeal Damasceno pediu ainda que todos dirijam as preces a Deus para que o Espírito conduza a assembleia geral dos bispos. O purpurado saudou também o aniversário de 85 anos do Papa Bento XVI (comemorado no último dia 16) e lembrou também da celebração do 7º ano do seu pontificado que será celebrado no dia 24 de abril.

No penúltimo dia, informou a CNBB, os bispos serão informados sobre um evento que mobiliza o Brasil e o contará com a presença do Papa Bento XVI: a Jornada Mundial da Juventude que será realizada no final de julho de 2013. Uma comissão especialmente convocada pela Conferência e a arquidiocese do Rio de Janeiro onde será realizada a JMJ falarão aos bispos sobre o desenvolvimento da preparação do evento.

Hoje no Brasil hoje há 458 bispos, sendo que 298 deles são bispos na ativa, 160 são eméritos. O Brasil tem ainda 10 cardeais; 75 arcebispos (31 eméritos) e 373 bispos (121 eméritos).

Alguns momentos da Assembléia da CNBB serão transmitidos pela Rede Aparecida de Televisão. Para saber quais serão estes momentos confira o link:
http://a12.com/noticias/noticia.asp?ntc=tv_aparecida_faz_cobertura_especial_na_50_assembleia_geral_da_cnbb.html


Celebrando o L’Osservatore Romano: A opinião que constrói um mundo melhor

Roma, 18/04/2012 (ACI).- O Arcebispo de Milão, Cardeal Angelo Scola, apresentou o livro "Um olhar católico. Cem editoriais do L’Osservatore Romano (LOR)", que ressalta o trabalho construtivo que a opinião do jornal vaticano refletiu por 150 anos em prol das sociedades de todo o mundo.

A obra oferece uma seleção de cem editoriais do jornal vaticano publicados nos últimos quatro anos de trabalho, marcados pela direção de Giovanni Maria Vian, que assumiu tarefa de editor no ano 2007.

Em entrevista com o grupo ACI, o Diretor de L’Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian, explicou que esta recopilação é "especialmente importante porque apresenta um olhar católico que pretende olhar além dos limites culturais ou geográficos, um olhar universal que tem a Santa Sé, e que também é um olhar católico no sentido de fé".

Vian sublinhou que a obra desde o berço do catolicismo, "não esconde seu ponto de vista, mas é capaz de hospedar outros pontos de vista de cristãos, de outros crentes, e de leigos".

O diretor do LOR considerou que nestes momentos é fundamental a opinião da Igreja Católica, porque é "a única instituição internacional capaz de elaborar uma cultura diferente da cultura dominante, e algo mais que uma cultura, uma predicação, uma presença que está a favor do ser humano".

O papel do jornal vaticano nos últimos tempos, é "um papel coerente com sua história, busca apresentar uma cara de amizade e de interesse para o mundo em nome da Santa Sé", adicionou.

Vian assinalou também ao grupo ACI, que estar à direção do LOR é "uma grande honra e sobre tudo uma grande responsabilidade". "Não tento pensar muito nisto, pois a responsabilidade é enorme, tento enfrentá-la cada dia com grandes ajudas dos superiores e dos companheiros, porque é um trabalho em equipe", concluiu.

Por sua parte, o Cardeal Scola, valendo-se de um texto publicado por Giovanni Battista Montini, que mais tarde se tornou o Papa Paulo VI, destacou durante a apresentação, a "contribuição que o L’Osservatore Romano oferece mais que nunca à atual sociedade plural".

O Cardeal assinalou que o L’Osservatore Romano estimula o leitor a definir-se, a julgar e a refletir sobre o encontro com Deus, e indicou que o jornal vaticano é um ponto de apoio de grande valor para os católicos espalhados por todo o mundo, porque os ajuda "a viver uma autêntica experiência eclesial".

O Cardeal Scola considerou que a essência do LOR se caracteriza "pela internacionalidade, o ecumenismo, o diálogo interreligioso, os grandes temas da bioética e da ciência, da economia, assim como o recurso a colaboradores curiosos do mundo inteiro, expoentes de outras confissões e religiões ou leigos, dando um peso especial às mulheres".

O L’Osservatore Romano  é "um instrumento precioso do necessário narrar-se e deixar-se narrar que é inevitavelmente requerido em uma sociedade plural para tender ao máximo reconhecimento recíproco".

Neste sentido, o Cardeal defendeu que a fé é cultura, e as culturas interpretam a fé "não sempre respeitando sua verdadeira natureza, muito freqüentemente reduzindo-a, ou inclusive instrumentalizando-a, como acontece de modo dolorosamente clamoroso nos fundamentalismos integristas, com freqüência violentos", denunciou.

Finalmente, o Cardeal Scola destacou novamente os escritos de Paulo VI a quem considerou um adiantado ao ensinamento da declaração conciliar Dignitatis humanae, com a qual o Vaticano II afirmou “que os direitos de Deus e os da consciência humana de maneira nenhuma estão em contradição".

"Reler os cem editoriais do volume ‘Um olhar católico’ constitui uma confirmação desta verdade", concluiu.


Bento XVI é um Papa alegre e com humor, afirma escritor italiano

Vaticano, 18/04/2012 (ACI).- A alegria é uma palavra que qualificaria Bento XVI, afirmou o jornalista e escritor Andrea Monda no seu novo livro, no qual recolhe extratos das mensagens que o atual Papa deu ao longo do seu ministério sacerdotal.

"Partimos de uma de suas numerosas afirmações sobre a importância, para o cristão, da alegria, e buscamos aplicá-la a este Papa que depois de ser eleito se apresentou como ‘humilde trabalhador na vinha do Senhor’", expressou Monda no seu livro "Bendita humildade. As virtudes simples de Joseph Ratzinger” (tradução livre), que foi citado nesta segunda-feira pelo vaticanista Sandro Magister por ocasião dos 85º aniversário do Pontífice.

Para isso, Monda citou as declarações que o Papa deu no livro-entrevista "Luz do mundo", do jornalista católico Peter Seewald, no qual afirmou que "toda minha vida esteve atravessada sempre por um fio condutor, que é o seguinte: o cristianismo dá alegria, engrandece os horizontes. Definitivamente, uma existência vivida sempre e somente ‘em contra de’ seria insuportável".

"A alegria simples, genuína, tornou-se muito rara. A alegria está hoje de certo modo cada vez mais carregada de hipotecas morais e ideológicas. […]. O mundo não se converte em algo melhor se está privado da alegria, o mundo tem necessidade de pessoas que descubram o bem e sejam capazes de experimentar alegria por isso e que deste modo recebam também o estímulo e o valor para fazer o bem", disse mais adiante o Papa.

"Temos necessidade dessa confiança originária que em última instância só a fé pode dar: que definitivamente o mundo é bom, que Deus existe e é bom. Daqui deriva também a coragem da alegria, que à sua vez se converte em compromisso para que outros também possam alegrar-se e receber a boa notícia", acrescentou.

Além disso, destacou Monda, "para Bento XVI, alegria e humor estão estreitamente conectados", tal como ele afirmou em seu ensaio de teologia dogmática "O Deus de Jesus Cristo".

"Uma das regras fundamentais para o discernimento espiritual poderia então ser a seguinte: onde falta a alegria, onde morre o humor, ali não está nem sequer o Espírito Santo, o Espírito de Jesus Cristo. E pelo contrário: a alegria é um sinal da graça. Quem está profundamente sereno, quem sofreu sem por isso perder a alegria, esse não está longe do Deus do Evangelho, do Espírito de Deus, que é o Espírito da alegria eterna", escreveu o Papa.

"A fé dá alegria. Se Deus não está aqui, o mundo é uma desolação, e tudo se torna monótono, cada coisa é totalmente insuficiente. […] O elemento constitutivo do cristianismo é a alegria. Alegria não no sentido de uma diversão superficial, cujo fundo pode ser também o desespero", afirmou também Bento XVI em outro livro-entrevista de Seewald "O sal da terra".

"Se o mundo der as costas para Deus, nos diz o Papa-teólogo e ex-prefeito do ex-Santo Ofício, não se condena à mentira, à blasfêmia e nem tampouco à heresia, mas é fastidioso. Vem-nos à mente a frase de C. S. Lewis, pronunciada quando ainda não tinha se convertido do ateísmo ao cristianismo: ‘Os cristãos estão equivocados, mas todos os outros são cansativos", finalizou Monda.


Bento XVI: A Igreja não deve temer as perseguições quando confia em Deus e se une em oração

Vaticano, 18/04/2012 (ACI).- O Papa Bento XVI recordou que "a Igreja não deve temer as perseguições que em sua história se vê obrigada a suportar, mas, como Jesus no Getsêmani, deve confiar sempre na presença, na ajuda e na força de Deus, invocada na oração".

Ao retomar as catequeses sobre a oração na Audiência Geral de hoje, o Papa evocou o "Pequeno Pentecostes" ocorrido em um momento difícil para a Igreja nascente.

Os Atos dos Apóstolos narram que "Pedro e João acabam de sair da prisão, depois de terem sido capturados por pregar o evangelho, e se encontram com a comunidade reunida. Esta, ao escutar o ocorrido, não procura como reagir ou defender-se, nem quais medidas adotar, simplesmente reza".

O Papa explicou que "sua prece é unânime e concorde, já que o que vive um irmão corresponde a todos. Não se atemoriza, nem se desagrega, mas a sua união se fortalece, porque está sustentada pela oração. Como o Senhor no Getsêmani, confia na presença, na ajuda e na força de Deus".

O Papa explicou que "uma oração unânime e concorde de toda a comunidade, que enfrenta uma situação de perseguição por causa de Jesus porque o que vivem os dois apóstolos não afeta somente eles dois, mas toda a Igreja. Diante das perseguições padecidas por causa de Jesus, a comunidade nem se assusta nem se divide, mas está profundamente unida na oração".

Quando os crentes se vêem submetidos à provação por causa de sua fé, "a unidade, em vez de estar comprometida, se reforça, já que está sustentada por uma oração incansável", acrescentou.

O Papa recordou que antes de compreender a fundo o que aconteceu, a primeira comunidade tenta ler os acontecimentos através da fé e o faz mediante a Palavra de Deus.

São Lucas narra nos Atos dos Apóstolos que a comunidade de Jerusalém começou a recordar e invocar a grandeza e a imensidão de Deus e depois, através dos salmos, passou a reconhecer como Deus tinha atuado na história estando perto de seu povo, "demonstrando que era um Deus que se interessava pelos seres humanos que não os abandonava".

"Ao rezar, lê a Escritura à luz do Ressuscitado e compreende sua própria história dentro do projeto divino; não pede sair ileso do perigo, nem o castigo dos culpados, somente ‘valentia para anunciar’ a palavra de Deus e que Ele acompanhe este anuncio com sua mão poderosa".

Continuando, os eventos são lidos "à luz de Cristo, que também é a chave para entender a perseguição. A oposição para Jesus, sua Paixão e sua morte são relidas como atuação do projeto de Deus Pai para a salvação do mundo. Na oração, a meditação sobre as Sagradas Escrituras à luz do mistério de Cristo ajuda a ler a realidade presente no âmbito da história da salvação que Deus cumpre no mundo".

Daí que a petição que a primeira comunidade cristã de Jerusalém formula a Deus na oração "não seja a de ser defendida, nem a de salvar-se da prova nem de ter êxito, mas a de proclamar com franqueza, com liberdade, com coragem, a Palavra de Deus".

E os primeiros cristãos acrescentam que esse anúncio "esteja acompanhado da mão de Deus, para que haja curas, sinais e prodígios; quer dizer, que uma força que transforme a realidade, que mude o coração, a mente e a vida de homens e que contribua à novidade radical do Evangelho".

"Também nós devemos levar os acontecimentos da nossa vida cotidiana à nossa oração, para procurar seu significado mais profundo. E como a primeira comunidade cristã, também nós, deixando-nos iluminar pela Palavra de Deus, através da meditação da Sagrada Escritura, podemos aprender a ver que Deus está presente em nossas vidas, mesmo em tempos difíceis, e que tudo forma parte de um desenho superior de amor no qual a vitória final sobre o mal, sobre o pecado e a morte, é realmente a vitória do bem, a da graça, a da vida, a de Deus".


Sacerdote para sempre: Foi ordenado na segunda-feira de Páscoa e morreu uma semana depois

ROMA, 18/04/2012 (ACI/EWTN Noticias).- O Padre Graham Turner nunca pôde servir em uma paróquia, mas seu testemunho de amor à vocação sacerdotal comoveu aos católicos de Escócia. Uma leucemia agressiva foi causa da sua morte na segunda-feira 16 de abril, apenas uma semana depois de ter sido ordenado "sacerdote para sempre".

O Padre Turner, de 48 anos de idade, descobriu sua vocação ao sacerdócio na vida adulta. Deixou seu trabalho como programador de computadores e se mudou a uma residência de sacerdotes, onde por cinco anos se encarregou do cuidado dos sacerdotes idosos até ser aceito como seminarista da Arquidiocese de Saint Andrews e Edinburgo.

Estudou em Roma no Beda College e foi ordenado diácono em junho de 2010. Sua ordenação sacerdotal estava prevista para junho de 2011, e esperava esse momento com grande expectativa e alegria. Entretanto, teve que deixá-la para depois porque foi diagnosticado com uma leucemia grave.

Durante o último ano se submeteu a um intenso tratamento contra o câncer que não deu resultados. Ante a gravidade da saúde do sacerdote, seu pai contatou ao Arcebispo do Saint Andrews e Edimburgo, Cardeal Keith O’Brien.

O Cardeal aceitou adiantar o rito da ordenação para Segunda-Feira de Páscoa. Graham Turner foi ordenado sacerdote na capela do Salford Royal Hospital, perto da cidade de Manchester na Inglaterra.

Em uma comovedora Eucaristia na qual chegou numa cama clínica para ser passado a uma cadeira de rodas, o Pe. Turner recebeu a desejada ordenação sacerdotal.

Durante a Missa, em que foi assistido pelos seus enfermeiros, pôde permanecer de pé alguns momentos ao início da liturgia Eucarística, ao lado de seus pais Marilyn e George, e de seus irmãos Ian e Sue.

"Há uma grande tristeza aqui e agora, mas sem dúvida foi importante para Graham ter sido ordenado", disse Dom Roderick Strange, Reitor do Beda College em Roma, onde o Pe. Turner se preparou para o sacerdócio.

"Embora a ordenação seja para o ministério ativo, isto definitivamente completou um período significativo da vida, do discernimento e do compromisso de Graham. Assim, foi maravilhoso vê-lo já como sacerdote", acrescentou.

Em sua opinião, "a Missa mesma foi muito comovedora, muito intensa e muito poderosa".

"Há uma linha no rito da ordenação em que o Bispo lhe diz ao ordenando que modele sua vida no mistério da Cruz de Cristo e acho que definitivamente isso aconteceu na cerimônia", disse Dom Strange.

Com Graham, continuou, "recordarei o cavalheirismo, o humor, a inteligência, a paciência, a extraordinária força de caráter, e em particular, a fortaleza com a que respondeu e prosseguiu nos últimos 12 meses da sua vida".


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