Bento XVI: Jesus nos ensina a arte de viver
Vaticano, 04/03/2012 (ACI).- O Papa Bento XVI afirmou hoje às crianças de uma paróquia romana que nós cristãos devemos aprender de das palavras, feitos e sofrimento de Cristo “que viver é uma arte, e Jesus nos mostra esta arte”. Jesus é lâmpada que nunca se apaga em nosso caminho, afirma Bento XVI Vaticano, 04/03/2012 (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVI, refletindo em torno do passagem evangélica da Transfiguración de Cristo, assegurou que “Também na noite mais obscura, Jesus é a lâmpada que não se apaga nunca”. Ao menos três aviões cheios de fiéis dos EUA irão a Cuba pela viagem de Bento XVI HAVANA, 04/03/2012 (ACI/EWTN Noticias).- Pelo menos três aviões cheios de fiéis residentes nos Estados Unidos irão até Cuba por ocasião da visita do Papa Bento XVI que estará na Ilha entre o 26 e em 28 de março. Monsenhor Ratzinger "destruído" após eleição de seu irmão como Papa Roma, 04/03/2012 (ACI/EWTN Noticias).- Um novo livro revela como Monsenhor Georg Ratzinger se sentiu "destruído" quando seu irmão (três anos mais jovem), Joseph, foi eleito Papa em abril de 2005.
Durante a homilia da Missa celebrada na paróquia de São João Batista de La Salle, ao sul de Roma (Itália), a que visitou durante a manhã, o Santo Padre refletiu sobre a passagem evangélica da transfiguração do Senhor.
“Como os três apóstolos do Evangelho, também nós temos necessidade de subir ao monte da transfiguração para receber a luz de Deus, para que seu Rosto ilumine nosso rosto”, disse.
Bento XVI remarcou que na oração, tanto pessoal como comunitaria “encontramos com o Senhor, não como uma idéia, ou como uma proposta moral, mas com uma Pessoa que quer entrar em relação conosco, que quer ser amigo e quer renovar a nossa vida para torná-la como a sua”.
O Papa exortou os presentes, principalmente os matrimônios jovens e crianças, a não esperar “que outros venham trazer mensagens diferentes, que não conduzem à verdadeira vida, sejais vós mesmos missionários de Cristo aos irmãos lá onde vocês vivem, trabalham, estudam ou somente transcorrem o tempo livre”.
Finalizando sua pregação o Santo Padre assinalou que “assumindo sobre si toda consequência do mal e do pecado, Jesus ressuscitou no terceiro dia como vencedor da morte e do Maligno. A Quaresma nos prepara para participar pessoalmente deste grande mistério de fé, que celebraremos no Tríduo da paixão, morte e ressurreição de Cristo”.
Em sua mensagem prévia à oração do Ângelus no Praça de São Pedro, o Santo Padre indicou que “Deus é luz, e Jesus quer dar aos seus amigos mais íntimos a experiência desta luz, que habita nele. Assim, logo depois deste evento, Ele será neles luz interior, capaz de protegê-los dos assaltos das trevas”.
“O mistério da transfiguração não é separado do contexto do caminho que Jesus está percorrendo. Ele se volta decididamente para o cumprimento da sua missão, mesmo sabendo que, para chegar à ressurreição, deverá passar através da paixão e morte de cruz”, explicou o Papa.
Bento XVI assinalou que, na montanha, Jesus revela a seus discípulos “sua glória divina, esplendor de verdade e de Amor”.
“Jesus quer que esta luz possa iluminar seus corações quando atravessará a total escuridão de sua paixão e morte, quando o escândalo da cruz será para eles insuportável”.
O Papa também destacou que “subimos com Jesus sobre o monte da oração e, contemplando a sua face repleta de amor e de verdade, deixemo-nos preencher interiormente da sua luz. Peçamos à Virgem Maria, nossa guia no caminho da fé, de ajudar-nos a viver esta experiência da Quaresma, encontrando todos os dias momentos para a oração silenciosa e para a escuta da Palavra de Deus”.
Conforme informou em conferência de imprensa o secretário anexo da Conferência de Bispos Católicos de Cuba (COCC), Monsenhor José Félix Pérez, calcula-se que cada um destes aviões, com fiéis provenientes de Miami e Nova Iorque, leve a 250 pessoas, 750 em total, aproximadamente.
Mês passado a arquidiocese de Miami informou que tinha recebido mil solicitudes de reserva para viajar a Cuba e ressaltou "a diversidade de católicos" que fizeram os pedidos dentro da comunidade cubana e de outras comunidades de latinos e não-hispanos nos Estados Unidos.
Mons. Pérez disse ademais que esperam peregrinos do México, Espanha e Panamá, e há solicitudes de aviões privados para transportar bispos e autoridades da América Latina.
O secretário anexo da COCC fez estas declarações ontem em Havana durante a apresentação de uma carta dos bispos de Cuba a todos os fiéis em que alentam a receber o Santo Padre e a comparecer nas Missas do dia 26 e 28 de março na capital e em Santiago de Cuba.
Na mensagem os prelados afirmam que a visita do Papa "cumpre um desejo que por comprido tempo esteve vivo no coração" dos cubanos e convidaram a recebê-lo "com o carinho e o entusiasmo de quem vem em nome do Senhor".
O também porta-voz da COCC ressaltou o caráter pastoral da visita do Pontífice e reconheceu que a viagem não se pode reduzir-se análises políticas.
O Papa Bento XVI irá a Cuba por ocasião dos 400 anos do achado da Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira da Ilha; logo depois de visitar o México onde estará de 23 a 26 de março.
"Honestamente, reagiu à notícia da eleição de seu irmão com uma mescla de decepção e tristeza", disse o escritor alemão Michael Hesemann ao EWTN Notícias em 29 de fevereiro.
Hesemann entrevistou em distintas ocasiões Monsenhor Ratzinger. Com o resultado delas escreveu o livro "Meu irmão, o Papa", que começou a ser vendido no dia 1 de março.
Monsenhor Ratzinger, disse Hesemann, "sabia que seu irmão não era ambicioso" e "nunca teve a intenção de ser Papa". Depois da morte do Papa João Paulo II em 2005, estava esperando a aposentadoria iminente de seu irmão do posto de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
O Cardeal Ratzinger tinha planejado deixar Roma depois de 24 anos, para "passar mais tempo com seu irmão na Baviera, onde sua casa particular segue esperando por ele, para escrever livros e talvez passar mais tempo viajando juntos", disse Hesemann.
Mas o plano dos irmãos se viu frustrado na tarde de 19 de abril de 2005, quando o Sacro Colégio Cardinalício escolheu o Cardeal Joseph Ratzinger como Papa.
Esta decisão "destruiu todos os planos humanos e os substituiu por um divino", comentou Hesemann, e acrescentou que "como sempre com os planos divinos, foi difícil para os dois aceitá-lo".
Enquanto Bento XVI sentia como se uma "guilhotina" tivesse caído em cima, seu irmão Georg se sentia "destruído", comentou Hesemann.
"Durante horas, ele não usou o telefone e quase perdeu a chamada de seu irmão. Estava deprimido e não parou até que conseguiu chegar a conciliar a nova situação".
Sete anos mais tarde, Monsenhor Ratzinger já aceitou a nova posição de seu irmão e também "aceitou os planos de Deus".
"Ele tem um telefone especial reservado para as chamadas de seu irmão, que liga de vez em quando. Ele o visita umas quatro vezes ao ano por períodos de 10 dias".
Monsenhor Ratzinger "admite que não mudou muito em sua relação com seu irmão", além das coisas pelas que seu irmão lhe pede orar. Essas intenções "mudaram e se fizeram mais globais ", explicou Hesemann.
Monsenhor Ratzinger é três anos mais velhor que seu irmão Papa. Tinham uma irmã, María. Juntos cresceram na Baviera rural, onde seu padre, José, era oficial da polícia. Desde muito tenra idade, Georg mostrou talento musical e tocava o órgão na igreja local. Os dois irmãos foram ordenados sacerdotes no mesmo dia em 1951.
Georg se converteu no diretor do coro de meninos "Regensburger Domspatzen", enquanto Joseph chegou a ser professor universitário e mais tarde Papa.
"Unidade na diversidade", como Hesemann descreve a relação entre os dois irmãos. "Sim, são muito diferentes", afirmou.
O mais velho dos Ratzinger, disse, é um "músico dotado" que "é menos tímido e mais social que seu irmão, um homem com um grande coração, amável com todos". Seu irmão "o grande teólogo, um intelectual tímido, que sempre desfrutou do tempo em reclusão, e que talvez seja a mente mais brilhante do mundo católico".
Entretanto, há "muito mais do que os une", como sua "infância comum em uma amorosa, compassiva e piedosa família, sua educação na zona rural da Baviera, seu amor pela música e, acima de tudo, sua fé profunda, seu sacerdócio e seu serviço à Igreja".
Com os anos, suas vidas tomaram diferentes direções em países distintos, mas "o que sempre se manteve foi seu vínculo comum, o amor fraterno e o cuidado de uns com outros", disse Hesemann. "Verdadeiros irmãos com um só coração e uma só alma, como dizemos na Alemanha", acrescenta.































