VATICANO, 26/07/2010 (ACI).- O Núncio Apostólico na Espanha, Dom Renzo Fratini, enviou em nome do Santo Padre uma mensagem com a bênção pontifícia aos participantes no Dia dos Avós 2010, que este ano chega à sua décima segunda edição.
A mensagem está dirigida ao presidente do grupo Mensageiros da Paz, Padre Ángel García, e aos organizadores e membros da "Idade Dourada" que com ocasião da celebração de São Joaquim e Santa Ana, neste 26 de julho, celebram o Dia dos Avós.
"O Santo Padre, apreciando a riqueza religiosa, espiritual, humana e social dos avós, se une com agrado a este gesto de carinho e gratidão para com eles e os anima a perseverar na fé, dando sentido com a luz de Cristo o Senhor, a todos os momentos de suas vidas", afirma a mensagem.
Do mesmo modo, pede "ao Senhor que os assista com sua providência e misericórdia –prossegue a mensagem pontifícia– e implorando o amparo dos santos avós Joaquim e Ana, e de sua Filha a gloriosa Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo Nosso Senhor, o Santo Padre os concede com afeto a implorada bênção apostólica que estende com agrado aos seus filhos, netos e a quantos participam da celebração".
CARACAS, 26/07/2010 (ACI).- O Arcebispado de Caracas com o Cardeal Jorge Urosa à cabeça junto com seus bispos auxiliares, insistiu a rezar pela paz entre a Venezuela e Colômbia logo depois da ruptura de relações entre as duas nações na última quarta-feira.
O comunicado assinala que "pela grave denuncia formulada pelo Governo da Colômbia e a ruptura das relações com essa nação por parte do Presidente Hugo Chávez, produziu-se uma situação crítica que, entre outras coisas, afeta gravemente a muitíssimas pessoas em ambas as nações, especialmente os habitantes da fronteira colombiano-venezuelana".
"Como cidadãos venezuelanos apoiamos a soberania nacional, deploramos esta complexa situação, e fazemos votos para que logo, e com a mediação de vários organismos internacionais e de mandatários amigos, possam resolver as graves dificuldades que levaram a ruptura das relações entre as nações".
Por isso, o Cardeal e seus bispos alentaram a "todos os fiéis da Arquidiocese de Caracas a rezar a Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei pacífico, para que, com a busca da verdade e da paz, se restabeleça um diálogo proveitoso entre ambas as partes, esclareçam-se pontos em discussão, e se normalize a convivência entre nossas nações irmãs".
MEXICO D.F., 26/07/2010 (ACI).-
Uma perita em temas de família recordou aos cidadãos do México que a defesa da vida não é uma questão religiosa e indicou que esta se apóia na certeza científica de que um concebido é um novo ser humano.
No artigo "O drama do aborto", publicado no Jornal de Yucatán, Lourdes Casares de Félix da Associação em Defesa da Família, explicou que o direito à vida não se converteu em um direito religioso. "Acaso defender a vida de um ser humano inocente é questão de religião? Aceitar que o embrião antes das 12 semanas e desde sua concepção é uma pessoa cuja vida deve ser respeitada e afirmar que o aborto é um crime não é questão de religião, é um argumento que se apóia na ciência como poderia demonstrar o doutor em Medicina e Ciências e professor de Genética Fundamental, Jerome Lejeune", indicou.
"Cientificamente foi provado que há vida (no embrião) e que é humana. Aqui a pergunta moral ou ética seria: devemos permitir dar morte a essa vida? A resposta pode ser dada por qualquer ateu humanista. Ante a falta de argumentação científica para promover o aborto sempre há o recurso de culpar a religião", acrescentou.
Casares recordou que "o drama do aborto não só radica em despojar o não nascido de direitos, nem em empenhar-se em não reconhecê-lo como a pessoa que é, nem em aceitar ou negar sua capacidade de sentir dor ou prazer, nem em minimizar sua capacidade potencial de raciocinar e decidir, o drama é a triste desumanização do ser humano empenhado em destruir a vida de seres indefesos negando-lhes a oportunidade de viver".
MADRI, 26/07/2010 (ACI).-
O Foro Espanhol da Família (FEF), recordou à ministra de igualdade, Bibiana Aído, que a intenção de que os médicos que mostrem objeção de consciência ante a prática do aborto sejam inscritos em um registro é discriminatória, porque vai contra o direito a intimidade e contra a liberdade ideológica e religiosa.
"Pretender obrigar os objetores de consciência frente ao aborto a que se inscrevam em um registro, é uma medida discriminatória que permitiria pôr em marcha listas negras e caças de bruxas por motivos ideológicos como acontecia nos regimes totalitários do século passado", expressou o presidente do FEF, Benigno Blanco.
O FEF recordou que o Tribunal Constitucional precisou em 1985 que a objeção de consciência é um direito que forma parte da liberdade ideológica e religiosa garantida pela Constituição e portanto não pode subordinar-se seu exercício à prévia inscrição em registro algum, trate-se de um registro administrativo ou de um registro organizado pelos colégios profissionais.
Blanco disse que as palavras da ministra, reclamando uma regulação da objeção com a limitação de que se garanta a "prestação do serviço", demonstram que "desconhece a verdadeira natureza da liberdade ideológica e religiosa e de sua expressão na objeção de consciência".
Por outro lado, o foro assinalou que a nova lei do aborto "só aumentou a segurança jurídica de presuntos delinqüentes, como o doutor Morin, os quais estão sendo liberados das acusações penais que existiam contra eles e, pelo contrário, esta gerando novos âmbitos de insegurança jurídica, entre outros, aos profissionais da saúde que se negam a colaborar na eliminação da vida da criança por nascer".
"Assim vai sendo manifestada a grande mentira da propaganda com a que desde o Governo quiseram vender uma Lei que não supõe mais que desproteger juridicamente o não nascido, a mulher e os próprios profissionais da saúde", indicou o FEF.
CARACAS, 26/07/2010 (ACI).- O Escritório de Informação do Arcebispado de Caracas deu a conhecer um comunicado no que expressa seu total rechaço a uma "piada sobre a morte" do presidente Hugo Chávez que apareceu, sem autorização do mencionado Arcebispado em uma revista sob a responsabilidade de uma paróquia local que não constitui uma publicação oficial da Igreja na Venezuela.
O texto do comunicado assinala que "o Arcebispado de Caracas rechaça enfaticamente uma ‘piada’ sobre morte do Presidente Chávez publicada na revista Igreja e Vida, da Paróquia de São Luis Gonzaga, em sua edição de julho-agosto deste ano".
Esta revista, precisa o texto, "não é uma publicação oficial da Igreja na Venezuela e é responsabilidade de quem a publica. Em nenhum momento o Arcebispado de Caracas autorizou a publicação deste texto".
"O Arcebispado de Caracas, e em particular o Sr. Cardeal Jorge Urosa Savino, reafirma seu rechaço a qualquer tipo de violência, seja física ou verbal, e seu reconhecimento e respeito às Instituições do Estado, assim como seu ânimo de continuar trabalhando com dedicação pelo anúncio do Reino da Vida, e pelo bem comum e a paz do povo venezuelano", conclui o comunicado.
MEXICO D.F., 26/07/2010 (ACI).- O Núncio Apostólico no México, Dom Christopher Pierre, considerou que a insegurança e o narcotráfico só podem ser enfrentados fomentando os valores da fé católica.
Em declarações ao jornal Crônica depois da toma de posse do Arcebispo de Acapulco, Dom Carlos Garfias Merlo, assinalou que os cidadãos devem levar uma vida de paz e o compromisso social da Igreja é inspirar a fé.
"Quando todos sofrem, os cristãos católicos sofrem da mesma maneira e não podemos nos desesperar”, disse o núncio acrescentando que “podemos mudar a sociedade com os valores de nossa fé desde a Igreja, que está formada de cidadãos".
Por sua parte, Dom Garfias fez um chamado aos mexicanos "para que todos possamos fazer-nos co-responsáveis de construir uma sociedade onde surja a paz, a segurança, confiança ante as manifestações de insegurança e de violência".
Buenos Aires, 26/07/2010 (ACI).- O Bispo de Puerto Iguazú (Argentina), Dom Marcelo Raúl Martorell, com ocasião do Evangelho deste domingo 25 de julho no qual o Senhor ensina os discípulos a orar, afirmou que o Pai Nosso "é o diálogo mais profundo e completo que pode dar-se entre Deus e o homem".
Depois de recordar a oração de intercessão de Abraão pelos habitantes da Sodoma e Gomorra da primeira Leitura, na que o Patriarca se dirige a Deus como "Senhor", o Prelado assinalou que "Jesus, ao invés, nos ensina que Deus é nosso ‘Pai’. Esta é a diferença entre o Antigo e Novo Testamento".
"A oração aqui é filial, já não do servidor, mas sim do filho que abre o coração ao seu Pai, expondo-lhe suas necessidades em forma singela e espontânea", acrescentou.
Do mesmo modo, Dom Martorell sublinhou a parábola do amigo inoportuno do Evangelho do domingo, com a que Jesus "nos ensina a rezar com perseverança e insistência –como o fez Abraão- sem medo a ser indiscretos frente a Deus que é Pai Nosso e Amigo: ‘peçam, procurem, chamem’. Deus não tem horários perante a oração de um humilde filho que pede ajuda".
"Frente a nossas súplicas temos que saber ler onde e de que forma está respondendo Deus, quiçá será de um modo oculto e diferente ao que esperamos. Temos que saber descobrir -na mesma oração- a resposta oculta de Deus", acrescentou.
"Não deve faltar-nos a graça de ser fiéis a Deus cada dia. Esta graça está assegurada àquele que ora sem cansar-se", acrescentou.
Finalmente, o Bispo de Puerto Iguazú destacou que "os cristãos devem ter a certeza de que quem pede recebe sempre, Deus nunca deixa de dar aos seus filhos aquilo que necessitam".
LIMA, 26/07/2010 (ACI).- O Arcebispo de Lima e Primaz do Peru, Cardeal Juan Luis Cipriani, anunciou uma campanha a favor dos danificados pela forte onda de frio que está afetando a uma grande quantidade de pessoas especialmente na zona sul do país andino onde chegaram a registrar temperaturas de até -22° graus.
O anúncio foi feito pelo Cardeal em seu programa "Diálogo de Fé" no sábado 24 de julho, o Arcebispo aonde disse que "queria uma campanha para que as famílias possam levar agasalhos, em bom estado, para que assim na primeira semana de agosto possamos, desde a Cáritas de Lima, ir a tantos lugares que sofrem a crueldade do clima, do frio, que está fazendo tanto dano em diferentes parte do país".
Em tal sentido exortou a todos os sacerdotes, religiosos e fiéis para que nas paróquias de Lima se recebam os donativos de agasalhos em coordenação com a Cáritas Lima, para organizar a distribuição da ajuda para os irmãos que sofrem com a friagem.
Seguidamente o cardeal explicou à juventude que toda pessoa sempre necessita da ajuda de outros "existe muita cultura que chega a isolar-nos, como se nós sozinhos pudéssemos crescer e melhorar. Uma das grandes tarefas para essa agenda é deixar de lado essa auto-suficiência, ‘eu sou independente’", indicou. Ao finalizar sua reflexão o Cardeal Cipriani ressaltou a importância de ir em busca de Deus, "o grande amigo" que sustenta as demais amizades, concluiu.
SÃO PAULO, 26/07/2010 (ACI).- O bispo de Guarulhos (SP), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini afirmou que não
recuará e levará sua manifestação de veto à presidenciável às missas e
celebrações das 37 paróquias da cidade em uma recente entrevista ao
jornal A Folha de São Paulo. Dom Bergonzini considera o PT favorável à
descriminalização do aborto e divulgou um artigo recomendando que os
católicos não votem pela candidata petista. Na sua entrevista à
Folha, o bispo de 74 anos, diz não ter nada pessoal contra a candidata,
que negou que ela ou o presidente Lula sejam a favor do aborto. Abaixo reproduzimos os trechos mais destacados da entrevista feita à Folha.
Folha - Mesmo com a recomendação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pela neutralidade na campanha, o senhor decidiu explicitar sua posição contrária à candidata Dilma Rousseff. Por quê?
D. Luiz Gonzaga Bergonzini - Em primeiro ligar, que recomendação é essa? A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos. Eu segui a voz da minha consciência. Sou cristão de verdade e defendo o mandamento "não matarás". Não tem esse negócio de "meio termo".
Folha - A candidata afirma que não defende a descriminalização do aborto. Mesmo assim, o senhor cita o nome dela no artigo.
Ela [Dilma] segue o partido, ela é a candidata. Então eu vou matar a cobra na cabeça. Pessoalmente não tenho nada contra ela. Mas o direito à vida é o maior direito humano. O aborto é atitude covarde e criminosa. Eu não arredo o pé, não.
Folha - Como o senhor concluiu que ela tem essa posição? Isso nunca ficou claro e ela nega.
É o terceiro plano de governo que ela adota. Como percebeu que havia reação, foi mudando. Não vou recuar.
Folha - O senhor pretende levar ao conhecimento dos fiéis da diocese essa recomendação de não votar na candidata Dilma?
Os padres devem notificar ao povo a orientação do bispo. Eu não vou arredar o pé, não importa as consequências que eu venha sofrer, mas o que importa é minha consciência e seguir o Evangelho. Eu não tenho medo. O que pode acontecer? Deus saberá.
Folha - Inclusive nas missas, os padres vão tratar do tema? Vão citar o nome da candidata?
Tratar do tema, não. Podem citar o nome dela, porque vou mandar uma carta para os padres notificarem as pessoas da minha recomendação nas missas. Como cidadão, tenho direito de expressar minha opinião e, como bispo, tenho a obrigação de orientar os fiéis.
Folha - O senhor teme algum tipo de retaliação ou reação negativa, seja por parte da CNBB ou de partidários da candidata Dilma?
Sempre tem alguma coisa. Tenho recebido muitos e-mails. Não sei se são ameaças, mas contestando. Mas posso te dizer que muitos de apoio. As pessoas dizem: "finalmente alguém que usa calça comprida resolveu reagir".
A HAIA, 26/07/2010 (ACI).- O Prefeito Emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Jorge Medina Estévez, recordou que a Igreja distingue entre a tendência e a prática homossexual. Esta última não é aceitável por ir contra a natureza humana. Também explicou que em seu ministério ele ajudou muitas pessoas com inclinação para pessoas do mesmo sexo.
Em sua homilia da Missa dominical em uma paróquia de Viña del Mar, o Cardeal Medina indicou que "cientificamente não está esclarecido de onde provém este fato ingrato da homossexualidade. A Igreja distingue a tendência homossexual e a prática homossexualidade. Se uma pessoa tiver uma tendência homossexual é um defeito como se lhe faltasse um olho, uma mão, um pé ou o que for. Mas quando já estamos na prática na vida sexual entre pessoas do mesmo sexo, isso já não é aceitável".
O Cardeal disse também que como sacerdote "atendi muitas pessoas com este problema. E conheci alguns que se corrigiram, por exemplo pessoas que são alcoólicos por meio de uma disciplina, educação ou re-educação se corrigem. E conheci algum também que tendo esta tendência nunca em sua vida cedeu a este tendência, o que custou um esforço muito grande porque sua natureza o impulsionava a outra coisa".
Em relação ao mal chamado "matrimônio" homossexual aprovado dias atrás na Argentina com uma série de manobras e pressões do governo de Cristina Kirchner, o Cardeal explicou que a união de duas pessoas do mesmo sexo "é algo contrário à lei de Deus e nenhuma lei humana pode ir contra a lei de Deus".
"Se uma lei humana for contra a lei de Deus essa lei humana não existe, é um atropelo, uma coisa que não condiz tampouco com o bem da sociedade. Espero que aqui no Chile não passe uma coisa semelhante. Se aqui no Chile isto for proposto, os bispos vão levantar a voz duro e forte", concluiu.
BRASILIA, 26/07/2010 (ACI).- O Movimento em Defesa da Vida (MDV) no Brasil, denunciou a intenção do Governo Lula de propor a despenalização do aborto em todos os países da América Latina, através de um documento chamado “Consenso de Brasília”.
“No mais completo silêncio midiático, o governo brasileiro, em conjunto com a ONU, acaba de desfechar um novo e duro golpe contra o direito fundamental à vida”, indicam fontes do MDV.
Através da Secretaria de Políticas para as Mulheres, encabeçada pela Ministra Nilcéia Freire, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de assinar um documento, no âmbito do direito internacional, que propõe para todos os governos da América Latina, inclusive o Brasil, a completa legalização do aborto.
O documento foi aprovado na sexta feira, dia 16 de julho de 2010, em Brasília, por ocasião da conclusão da XI Conferencia Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, promovida pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU) em conjunto com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo Lula, e realizada em Brasília entre 12 e 16 de julho de 2010.
Ante isso, as fontes pró-vida criticaram que o documento se chame “Consenso de Brasília”, pois o texto não representa nenhum consenso “a não ser o das organizações que promovem o aborto e que dominaram completamente o desenrolar do evento, graças a um trabalho cuidadosamente planejado e patrocinado pela Fundação Ford de Nova York, iniciado nos anos 90 e descrito mais adiante no terceiro item desta mensagem. O MDV recordou que a maioria dos brasileiros, assim como os países latino-americanos, são contrários à legalização do aborto”.
O “Consenso da Brasilia”, indicou o movimento pró-vida, “é também ilegal porque o Brasil, assim como diversos outros países latino americanos, estão comprometidos em virtude de vários tratados internacionais, de caráter vinculante, a reconhecer a personalidade jurídica desde a concepção e a defender a vida humana desde antes do nascimento”.