MEXICO D.F., 20/07/2010 (ACI).- O Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), chamou os mexicanos a ser solidários com os danificados pelo furacão Alex; mas advertiu que a tragédia não seria tão forte se não fosse pela corrupção que existe no país.
"Além dos fenômenos naturais, também há muito graves responsabilidades governamentais que aumentam as desastrosas conseqüências", expressou o SIAME em seu editorial.
Nesse sentido, denunciou "as ações deliberadas que provocam assentamentos humanos irregulares devido à corrupção de autoridades locais e federais, que irresponsável e continuamente permitem que se violem as leis e normas estabelecidas de moradia, com o qual se fazem de imensos recursos, mas que em longo prazo têm um preço de sangue e vidas humanas"; assim como a construção de infra-estrutura deficiente "pela qual se paga quantidades milionárias".
O editorial indicou que também contribuem na tragédia "a imprudência, a ignorância e a pobreza (no limite da miséria), de quem constrói suas moradias em zonas de risco, às bordas dos rios ou no fundo dos barrancos. Todo isso, perante a indiferença culposa das autoridades".
Por outro lado, referindo-se à ação solidária a arquidiocese da capital afirma que os mexicanos devem exigir às autoridades "dar conta de sua própria responsabilidade e exigir a ação da justiça, pois atrás destes desastres também há negligências e ações deliberadas que constituem verdadeiros delitos".
O SIAME assinalou que a impunidade fará que o México siga sendo um país subdesenvolvido, "não por falta de recursos, mas sim pelas más administrações que alguns governantes fazem dos orçamentos públicos e as fraudes de muitas companhias privadas".
"Por tudo isto e mais, podemos dizer com claridade que a tragédia no norte do país também tem rosto de corrupção", advertiu.
Roma, 20/07/2010 (ACI).- Em um artigo publicado no jornal italiano Il Foglio, o vaticanista Paolo Rodari deu a conhecer que durante seu "tempo de repouso" em Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI se dedica a escrever seus discursos para a viagem ao Reino Unido em setembro, um apêndice para os seus livros "Jesus de Nazaré" (e não um livro completo como indicavam alguns informes) e as bases para sua quarta encíclica.
Segundo Rodari, no apêndice de "Jesus de Nazaré" o Santo Padre cobrirá a infância do Jesus de acordo ao relato dos Evangelhos de Mateus e Lucas, enquanto prepara o esquema da quarta encíclica tratará o tema da fé, logo depois de que as três anteriores se enfocaram no tema social, a caridade e a esperança.
Do mesmo modo, o Papa trabalha em seus discursos para a viagem ao Reino Unido nos quais tocará a vida do Cardeal John Henry Newman, a quem beatificará nesta visita. "A figura do prelado inglês e ex-anglicano foi importante para a formação do Pontífice e sua contribuição pode ser importante para a Igreja de hoje", assinala Rodari.
Conforme informa o Birmingham Oratory, o Papa Bento será o primeiro peregrino a rezar diante do novo santuário dedicado ao Cardeal Newman, ato que seguirá a cerimônia de beatificação.
Buenos Aires, 20/07/2010 (ACI).- O Arcebispo Emérito de Resistencia, na Argentina, Dom Carmelo Giaquinta, assinalou em sua reflexão do fim de semana que o governo da Argentina apesar de ter feito da "defesa de seus direitos humanos sua bandeira", não foi capaz de "perceber que a lei de matrimônio civil entre pessoas homossexuais atropela inutilmente" o direito natural.
Em sua reflexão o Prelado explicou que "o direito natural a unir-se em matrimônio entre homem e mulher é prévio a toda religião revelada e a toda jurisprudência. É um dos direitos humanos fundamentais, que não os outorga nenhuma autoridade, a não ser a mesma natureza humana. E a defesa destes é a finalidade da autoridade".
Infelizmente, prosseguiu, "este governo, que da defesa dos direitos humanos tem feito sua bandeira, foi incapaz de perceber que a lei de matrimônio civil entre pessoas homossexuais atropela inutilmente este direito fundamental. Ele o fez com o pretexto de defender o direito da minoria homossexual, de não discriminá-la, e de promover a igualdade ante a lei".
O Prelado também lamentou que "foi dito, torpemente, que a discussão no Senado era entre Néstor Kirchner e o Cardeal Bergoglio", porque "o que aconteceu é, em realidade, a derrota do sentido comum pela estupidez dos homens" e acrescentou que "já foi penoso que tivessem levado ao Senado um projeto de lei sobre o matrimônio entre homossexuais em vez de um projeto sobre a defesa dos direitos dos mesmos, sem ofender os direitos exclusivos do matrimônio que, por natureza, só existe entre o homem e a mulher. E isto, prévio a todo direito positivo e a todo dogma religioso".
"As coisas que são por natureza, são como são. Por isso as chamamos com uma determinada palavra para diferenciá-las de outras que têm outra natura específica. Aplicar uma palavra que é própria de um ser a outro que não lhe corresponde, e lhe reconhecer a este ser direitos que não lhe correspondem e que são próprios do primeiro, é um avassalamento aos direitos humanos deste. E, por concomitância, aos direitos humanos de todos, pois todos formamos uma só família humana. Desta maneira não se promove a concórdia social", advertiu.
Para finalizar, o prelado sustentou que "a Igreja, nesta hora, através de muitos sofrimentos, externos e internos, está chamada por Deus a um redescobrimento mais profundo do Evangelho de Jesus Cristo. E isso, tanto na vivência pessoal, quanto na vivência da comunidade eclesiástica. Só assim a Igreja pode empreender a Nova Evangelização".
Sublinhou que "ser discípulo de Cristo e missionário vão juntos" e que os católicos nos equivocaríamos "se pensássemos que já somos discípulos, e que só nos falta ser mais missionários".
Depois de afirmar que "desperdiçamos, em grande medida, a graça excepcional que foi o Concílio Vaticano II, como foi visto na grande crise sacerdotal e da vida religiosa que sucedeu imediatamente o mesmo", Dom Gianquinta advertiu que "seria penoso que esta hora da Igreja, no mundo e na Argentina, passasse sem que soubéssemos escutar a voz de Deus que chama a uma renovação profunda, pessoal e comunitária, conforme o Evangelho de Jesus".
CARACAS, 20/07/2010 (ACI).-
Depois de declinar convite que feito pela presidenta da Assembléia Nacional, Cilia Flores, para dar razão de suas afirmações críticas que o levaram a ser insultado e atacado pelo presidente Hugo Chávez, o Arcebispo de Caracas e Primaz da Venezuela, Cardeal Jorge Urosa Savino, propôs a realização de um diálogo sereno e respeitoso entre diversos representantes da Conferência Episcopal e deputados do ente legislativo para os próximos dias.
Em uma nota dada a conhecer hoje pelo Escritório do Arcebispado de Caracas se destaca que o Cardeal declinou o convite já que as circunstâncias atuais, "assim como as possíveis alterações da ordem pública nas imediações da sede do Parlamento, como aconteceu em outras ocasiões, não garantem neste momento as condições de serenidade e respeito necessárias para a realização de um diálogo esclarecedor e proveitoso para o país".
A nota assinala logo que "em atenção ao cordial convite da Presidenta da Assembléia Nacional, deputada Cilia Flores, o Cardeal Urosa, junto com o S.E. Dom Ubaldo Santana, Presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, propõe levar a cabo uma reunião entre deputados e bispos em outro momento e lugar, que seriam determinados de comum acordo a fim de conversar sobre a missão da Igreja na Venezuela, e o conteúdo das declarações questionadas no debate da Assembléia".
Finalmente a nota precisa que o Cardeal Urosa "reafirma seu reconhecimento e respeito às Instituições do Estado, assim como seu ânimo de continuar trabalhando com dedicação como Bispo da Igreja Católica pelo bem comum e a paz do povo venezuelano, majoritariamente cristão e católico. Igualmente, ele agradece a todas as instituições e pessoas que manifestaram seu apoio e solidariedade".
Na missiva na qual se informa esta decisão à deputada Flores, o Cardeal sugere como data do encontro proposto o 26 ou 27 de julho ou "outra data conveniente para as partes".
LIMA, 20/07/2010 (ACI).- Centenas de pessoas se reuniram na igreja Nossa Senhora da Reconciliação para dar um último adeus ao Eduardo "Lalo" Gildemeister, um querido cantor e compositor católico, pai de família, educador e membro da Família Sodálite, falecido no sábado 17 de julho.
Lalo Gildemeister se fez conhecido na década de 80 por seu trabalho apostólico com canções sobre a fé e as situações cotidianas em espanhol. Ofereceu dezenas de apresentações em diversos cenários culturais, eclesiásticos e estudantis como o Congresso de Estudantes Católicos CONVIVIO, que também se realiza no Brasil, onde o cantor participou de dez edições.
Segundo a ReddeMusicaCatolica.com, sua produção alenta "um compromisso diante da tarefa de ser os novos apóstolos que saímos ao encontro de novos tempos".
HAVANA, 20/07/2010 (ACI).- O preso político da Primavera Negra, Efrén Fernández, membro do Movimento Cristão Liberação, mantém há três dias uma greve de fome como protesta por seu traslado de volta à prisão enquanto ainda estava recebendo tratamento médico, conforme informou esta terça-feira em sua página web o líder do mencionado movimento, Oswaldo Payá.
Segundo o opositor cubano, o motivo da greve que mantém Efrén Fernández em uma prisão de Havana, onde está encarcerado, é pedir "melhor trato ao seu delicado estado de saúde".
De acordo com o breve comunicado, Fernández "esteve hospitalizado desde o dia 13 de junho por lesões bacterianas na pele e um trombo no intestino e mesmo estando doente, transladaram-no a uma cela da prisão onde há muita umidade e não pode seguir o tratamento médico".
Efrén Fernández, de 47 anos, é um dos 75 intelectuais, jornalistas e opositores que o regime cubano deteve durante a onda repressiva da Primavera Negra em março de 2003. Do mesmo modo, estaria incluído entre os 52 reclusos que seguiam na prisão –que agora são 41– e que o Governo do Raúl Castro se comprometeu a liberar nas próximas semanas no contexto do diálogo que mantém com a Arquidiocese de Havana.
Este dissidente foi condenado a doze anos da prisão por violar o artigo 91 do Código Penal que estipula que "quem, em interesse de um Estado estrangeiro, execute um fato com o propósito de que sofra detrimento a independência do Estado cubano ou a integridade de seu território, incorre em sanção de privação de liberdade de dez a vinte anos ou morte".
Buenos Aires, 20/07/2010 (ACI).- O Arcebispo de Mercedes Luján, na Argentina, Dom Agustín Radrizzani, chamou a formar as novas gerações na fé para que quando forem legisladores revertam leis como a do "matrimônio" homossexual, porque são o fruto de um mundo onde Deus está ausente.
"O aprovado pelos Legisladores é reflexo deste ateísmo prático no qual estamos inundados e do qual nem nós podemos liberar-nos totalmente. Certamente, houve pressões muito fortes para obter a aprovação de algo que por estar contra a natureza, está em última instância, contra o plano de Deus", expressou em uma carta aos fiéis.
O Prelado indicou que agora o desafio dos crentes é "pedir a Deus a graça de amar a todos sem excluir ninguém", viver coerentemente o Evangelho de Jesus, "formar nossos crianças e jovens na opção definitiva por Jesus Cristo com todas suas conseqüências" e "formar comunidades onde a lei fundamental seja conhecer, amar, fazer conhecer e amar Jesus e seu Evangelho".
Dom Radrizzani disse que quanto mais avancem os princípios que ignoram a Deus, maior deve ser o empenho em formar cristãmente as crianças para que quando forem legisladores "não se deixem pressionar em suas consciências por nenhum tipo de poder e saibam ordenar nossa Nação para uma sã convivência à luz da fé e respeitando a natureza que Deus nos deu".
O Arcebispo recordou que deve-se "amar a todas as pessoas e muito mais os que estão em uma situação especial ou de marginalidade mas não por isso podemos ocultar a verdade da qual não somos donos mas simples servidores".
MADRI, 20/07/2010 (ACI).- Ao assinar esta manhã o convênio de colaboração com o Arcebispado de Madrid, o prefeito Alberto Ruiz Gallardón assinalou que a JMJ Madrid 2011 superará todas as expectativas e será "a melhor Jornada Mundial da Juventude já celebradas até agora".
Ruiz Gallardón assinalou que a JMJ suporá "um acontecimento de transcendência excepcional para a cidade, cujo êxito requer um esforço igualmente extraordinário por parte de todos". Também mostrou sua alegria porque Madrid tenha sido escolhida a sede da próxima JMJ: "Cada vez que somos escolhidos para albergar um encontro internacional devemos sentir-nos satisfeitos".
O acordo aborda diversos aspectos para a coordenação entre a administração local e os organizadores da JMJ. A Prefeitura cederá espaços de titularidade municipal, como colégios públicos e poliesportivos, para o alojamento dos jovens que vão assistir à Jornada. Também se habilitarão espaços para o encontro dos jovens, e cederão instalações para a celebração de eventos culturais.
A Prefeitura garante, além disso, o apoio da Polícia Municipal, em coordenação com os serviços de Amparo Civil e Segurança da Comunidade de Madrid e a Delegação do Governo, para que nos deslocamentos e concentrações esteja assegurada a segurança dos assistentes às celebrações.
A administração local também se comprometeu também a instalar um relógio de conta regressiva "em um lugar emblemático da cidade", conforme destacou o prefeito, assim como a cessão de grandes instalações como a Caixa Mágica, o Palácio Municipal de Congressos ou o Auditório do Parque Juan Carlos I.
Por sua parte o Arcebispo de Madrid, Cardeal Antonio María Rouco Varela, assegurou que Madrid se reconhecerá "pela qualidade humana dos jovens que virão, que vão conquistar o coração dos madrilenhos".
A JMJ, disse, "é um acontecimento que expressa a vida da juventude da Igreja em seus atos litúrgicos e em torno da Palavra de Deus". Também assegurou que a JMJ "trará para a cidade paz e bem, além de respostas que satisfazem o coração dos jovens".