ROMA, 09/07/2010 (ACI).- A agência vaticana Fides deu a conhecer que na quarta-feira 7 de julho foi liberado Dom Giulio Jia Zhiguo, considerado Bispo legítimo não oficial da diocese de Zhengding, na província de Hei Bei (China continental), depois de ter sido seqüestrado há mais de um ano.
Fides assinala que aos seus 75 anos, Dom Giulio Jia Zhiguo é muito conhecido e é uma figura chave da Igreja na China por sua firmeza na fé e por sua posição clara sobre a vida de fé e a política.
"Seu seqüestro se produziu em 31 de março de 2009, coincidindo com o encontro celebrado no Vaticano da Comissão plenária sobre a Igreja na China", recorda.
Dom Giulio Jia Zhiguo nasceu em 1 de maio de 1935 e foi ordenado sacerdote em 7 de junho de 1980. Foi consagrado Bispo de Zhengding em 8 de fevereiro de 1981.
VATICANO, 09/07/2010 (ACI).- O Papa Bento XVI nomeou hoje –confirmando a informação que demos no último 21 de junho– o Arcebispo Velasio De Paolis, como Delegado Pontifício para a Congregação dos Legionários de Cristo.
O anúncio foi feito através dos meios informativos da Santa Sé onde se indica brevemente o nome do novo Delegado e a designação feita pelo Santo Padre, sem aprofundar em detalhes.
Segundo um comunicado publicado hoje pela Legião de Cristo, o Pe. Álvaro Corcuera, Diretor Geral da congregação, ao tomar conhecimento desta nomeação "manifestou, uma vez mais, a viva gratidão ao Santo Padre. Já durante a audiência privada do passado 17 de junho, o diretor geral dos legionários de Cristo assegurou ao Santo Padre que toda a congregação acolherá a seu futuro Delegado com plena disponibilidade".
Dom Velasio De Paolis, quem está por cumprir 75 anos em 19 de setembro, nasceu na província de Lazio, próximo a Roma e se converteu em membro da Congregação dos Missionários de São Carlos, também conhecida como "missionários escalabrinianos", que foi fundada pelo Bispo Giovanni Battista Scalabrini. Estes missionários se dedicam a cuidar de imigrantes e refugiados.
Dom De Paolis obteve um doutorado em direito canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, uma licenciatura na Pontifícia Universidade St. Thomas e a licenciatura em direito na Universidade La Sapienza em Roma.
Ele foi ordenado sacerdote em 18 de março de 1961 e ensinou direito canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, assim como em outras universidades pontifícias. Foi designado decano da faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Urbaniana em 1998.
Em dezembro de 2003 o Papa João Paulo II o designou Secretário da Assinatura Apostólica, o equivalente vaticano à Corte Suprema. Em abril de 2008 o Papa Bento XVI o nomeou Presidente da Prefeitura de Assuntos Econômicos da Santa Sé.
Dom De Paolis sempre manteve um perfil baixo na Cúria romana, entretanto, dentro do Vaticano não só é conhecido por ser um perito canonista mas como um perito na vida religiosa desde o ponto de vista canônico.
De fato, este ano Marcianum Press publicou o último livro do Dom De Paolis, um texto de 758 páginas intitulado "A vida consagrada na Igreja". Também é autor de outros livros de direito canônico, vida religiosa e financiamento da Igreja, entre os quais está "Não por dinheiro: O sustento econômico da Igreja". Na Itália este Arcebispo é conhecido por seus firmes mas contados pronunciamentos públicos.
Dom De Paolis explicou em 2008 que a Santa Sé negou o acesso às Igrejas católicas em Roma aos produtores do filme "Anjos e demônios" porque com ela "pôs-se os evangelhos de cabeça para baixo para envenenar a fé".
"Seria inaceitável transformar igrejas em sets de gravação para que estes romances blasfemos sejam convertidos em filmes em nome do negócio", disse o Prelado naquela ocasião e comentou ademais que a obra de Dan Brown "fere os sentimentos religiosos".
Ao início deste ano o Arcebispo criticou as autoridades de Turim que anunciaram um imposto especial para os visitantes que queriam ver o Santo Sudário. Sobre este fato, ele assinalou que "não se saúda os visitantes, peregrinos especiais, com um imposto para sustentar custos debatíveis. Dão-se as Boas-vindas, não só por sua presença que já traz benefícios à cidade, mas também especialmente porque chegam seguindo as mais profundas motivações da alma humana".
ROMA, 09/07/2010 (ACI).- O historiador judeu Elliot Hershberg, da Fundação Pave the Way, assinala que "quem examina a grande quantidade de documentos, testemunhos, evidências provadas e demonstráveis, deve necessariamente concluir que o Papa Pio XII foi um afetuoso e solidário amigo do povo judeu".
"Como judeu conheço bem o anti-semitismo, e não existe nem rastro de prejuízo anti-judeu na vida de Eugenio Pacelli", explica o historiador sobre Pio XII. "Quem afirma o contrário –disse por sua parte o rabino Eric Silver– evidentemente não se preocupou nunca de verificar as próprias teses confrontando as fontes diretas, estudando os documentos nos arquivos livremente consultáveis em Roma".
No artigo publicado pelo L’Osservatore Romano, Silver assinala ademais que "difundiu-se o péssimo hábito de refazer as tese contidas nos livros já publicados sem verificá-las; de fato, continuando a disseminação de hipótese completamente privadas de bases documentarias, continua-se assim a obra de desinformação iniciada pelo Rolf Hochhuth com sua peça teatral O vigário".
Não faltam os testemunhos da época: "Sinta-se orgulhoso de ser judeu", exclamou em voz alta o Papa Pio XII a um jovem que ele recebeu em uma audiência geral em 1941, conforme dava conta o Palestine Post em 1945.
E tampouco faltam os nomes famosos entre os amigos judeus de Eugenio Pacelli, como Bruno Walter, um dos maiores diretores de orquestra do século XX; o músico Osip Gabrilowitch, o presidente da Organização sionista mundial Nahum Sokolow, quem em 1925 enviou uma carta de agradecimento, recentemente encontrada, ao Papa Pio XII.
ROMA, 09/07/2010 (ACI).- O jornal vaticano L’Osservatore Romano elogiou a nova produção de Disney-Pixar Toy Story 3, por oferecer aos espectadores uma profunda reflexão sobre temas humanos transcendentais e dar uma lição sobre a amizade verdadeira, através da experiência dos brinquedos protagonistas.
Nesta terceira entrega, os íntimos Woody o vaqueiro e Buzz Lightyear junto com seus amigos devem enfrentar seu destino. Andy, seu dono, deixou de brincar com eles, já tem 17 anos, irá à universidade e deve decidir entre enviá-los como doação a uma creche ou desprezá-los.
No artigo titulado "Como se faz um belo filme", o autor Gaetano Vallini considera que Toy Story 3 é "um filme com F maiúscula" e lamenta as críticas de certas feministas americanas que "teriam visto em alguns personagens tendências sexistas e homofóbicas".
"Provavelmente se esqueceram que quando eram meninas os brinquedos eram apenas objetos através dos quais alguém podia divertir-se e sonhar, duas coisas que esta produção também propõe e se é que não chegar a ser considerada uma obra mestra, pois pouco lhe falta", acrescenta Vallini.
O autor elogia a técnica e a qualidade da produção que superou "o severo juízo das crianças e agrada inclusive os adultos", colocando-se ao nível de outros filmes da Pixar que nos últimos anos ressaltaram os valores humanos como "Wall-E", que promove a defesa da vida, e "Up", que em seus primeiros minutos mostra o valor do matrimônio.
Segundo Vallini, Toy Story 3 revela que "a amizade é o verdadeiro vínculo deste improvável mas afiançado grupo de brinquedos" e permite que o espectador reflita sobre "temas importantes, como o valor da amizade e a solidariedade, o medo a sentir-se só ou rechaçado, o iniludível de fazer-se grande e a força que surge ao sentir-se parte de uma família".
Trata-se, acrescenta de "outro belíssimo filme: uma aventura de grande intensidade emotiva, em que as vivências dos brinquedos, graças à sua capacidade de atuar e pensar como humanos ao puro estilo Disney, convertem-se em uma metáfora útil para falar de sentimentos verdadeiros" sob a famosa frase "Há um amigo em mim", da canção que acompanha Toy Story desde seu primeiro episódio.
CARACAS, 09/07/2010 (ACI).- O Conselho Nacional de Leigos da Venezuela (CNLV) solidarizou-se com o Arcebispo de Caracas, Cardeal Jorge Urosa Savino, ante os insultos que esta semana o mandatário Hugo Chávez proferiu contra sua pessoa chamando o cardeal, entre outras coisas, “troglodita” e “indigno bispo”.
O presidente do CNLV Manuel Arcaya, sustenta que com a agressão ao Cardeal, "a Igreja foi vítima de um áspero intento de descrédito e divisão por parte da máxima autoridade civil e política do país".
"Como Presidente do Conselho Nacional de Leigos da Venezuela, em representação dos Leigos venezuelanos, os movimentos Leigos, os Conselhos Diocesanos de Leigos, e a título pessoal, manifesto nossa maior solidariedade com Sua Eminência e rechaçamos categoricamente os adjetivos e impropérios dos quais foi vítima", indica.
Do mesmo modo, assegura que os Leigos compartilham com o Cardeal "a gravíssima preocupação de que o país está sendo levado ao Comunismo ao estilo cubano, tal e como expressa o governo quando fala de que quer ir ao ‘mar da felicidade’".
Para Arcaya, "o país está sendo submetido a uma intensa, consciente e perversa campanha do governo para gerar desesperança" e isto constitui "uma oportunidade para envolver-nos como Igreja, todos, em uma grande atividade de levar a esperança ao povo de Deus".
"A campanha de desesperança do governo, tem como objetivo gerar tristeza e passividade, sentimentos que são alheios à nossa fé. Como Conselho Nacional de Leigos, manifestamos nosso compromisso de fazer nossos maiores e melhores esforços para rebater esta perversa campanha", acrescenta.
Do mesmo modo, explica que "este ano eleitoral, nos apresenta como uma oportunidade para nos envolvermos com problemas que afligem o país e revisar as propostas de fundo dos candidatos que os distintos partidos políticos nos oferecem porque nossa participação ativa e consciente terá conseqüências no futuro imediato".
"Conscientes das provocações atuais que nos apresenta a convivência humana, os Leigos nos dispomos a enfrentar as circunstâncias cheios de confiança ao saber que nossa fé em Deus e seu filho, Jesus Cristo, oferecem-nos a possibilidade real de superar o mal e de alcançar o bem. Esta certeza nos permite acender a esperança cristã, a pesar do pecado que marca profundamente a história da humanidade", conclui.
Buenos Aires, 09/07/2010 (ACI).- O Bispo de Gualeguaychú, no sul da Argentina, Dom Jorge Viçoso, advertiu que a lei de "matrimônio" entre pessoas do mesmo sexo na Argentina não é "inócua", porque o que se busca modificar é "um modelo de sociedade, de família, de matrimônio para todos", e lamentou que alguns pretendam legislar como se Deus não existisse.
O Prelado questionou que, em alguns casos, houve "manipulação da linguagem, confusão de direitos individuais com necessidade de tal ou qual marco jurídico. Confunde-se o parecido com o igual. E essas confusões nos confundem na hora de entender".
"Infelizmente, também houve quem apelou à agressão verbal ou outros qualificativos que procuram etiquetar para desacreditar. Pontuar de trogloditas anacrônicos ou discriminadores a quem pensa distinto não faz bem à democracia", disse logo.
"Não são assim os mais de cem deputados que votaram contra este projeto; nem os mais de cem que votaram a favor são necessariamente progressistas. Temos direito a afirmar uma posição com paixão, mas não a desqualificar quem pensa distinto", explicou.
Dom Viçoso qualificou como "uma pena que os debates com os senadores e as audiências públicas não possam ser realizados em todas as províncias, como se houvesse algumas de primeira e outras de segunda; em realidade, cidadãos que não são escutados e lugares nos que não é possível expressar opinião de modo institucional, em audiências com os representantes escolhidos por cada povo".